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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo procura responder a uma das principais lacunas identificáveis no debate sobre descompetencialização profissional no jornalismo. Esta lacuna consiste numa dificuldade em isolar da restante polissemia conceptual este conceito que é crítico na interpretação dos desafios impostos ao jornalismo, que são múltiplos e que vão da erosão da dominação profissional às crises de valores, passando pela instabilidade de modelos de negócio com impacto acentuado na reconfiguração da divisão do trabalho jornalístico. Para tal, e com recurso a uma sistematização da literatura sobre descompetencialização profissional, chegamos a uma definição estruturada e maximalista deste conceito no jornalismo. Definição que resulta fundamentalmente da arrumação dos múltiplos significados em dois indutores principais: a despadronização do trabalho jornalístico e o imediatismo na produção jornalística. Uma descompetencialização na profissão de jornalista que, conclui-se, constitui um novo tipo de precariedade da prática, capaz de capturar a qualidade jornalística e que vai além das tradicionais e muito documentadas precariedades do emprego e do trabalho. Por fim, ensaiamos pistas futuras para continuar a acompanhar os ritmos de transformação profissional e a forma como estes continuarão a abalar competências jornalísticas e a qualidade da prática profissional, nomeadamente o fenómeno da automação digital no jornalismo com capacidade para ditar o regresso ao debate sobre descompetencialização profissional no jornalismo.
Descrição
UIDB/05021/2020
UIDP/05021/2020
Palavras-chave
Jornalismo Profissão Descompetencialização Qualidade do jornalismo
