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A morte súbita de José Mariano Gago aos 66 anos gerou consternação nos
seus numerosos amigos e admiradores em Portugal e no estrangeiro. Governante mais
durável do regime, a sua obra recebeu tributos unânimes cá dentro, sendo amplamente
creditado lá fora por ter criado o Conselho Europeu de Investigação (ERC). Estão
disponíveis inúmeros testemunhos num sítio dedicado, foi publicada em sua memória
um volume de estudos sobre ciência e ensino superior em Portugal e preparam-se mais
homenagens. Esta destaca dois aspetos menos conhecidos do físico e político português,
amor pela história pátria e consciência da relação desta com o saber tropical, antes de
apreciar a retrospetiva oficial. Focando um retrato de Damião de Góis que desejava
oferecer na Flandres e acreditava que eu poderia localizar, a minha homenagem a
Mariano pretende ir para além do Palácio das Laranjeiras, onde governou, e da Europa,
onde estudou.
