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Orientador(es)
Resumo(s)
Tradicionalmente,
a
análise
de
emoções
e
sentimentos
esteve
associada
a
experiências
individuais
e
singulares
e,
por
isso,
afastada
do
olhar
sociológico.
Neste
trabalho,
defendemos
que
sentimentos
e
emoções
são
socialmente
moldados
e
a
sua
expressão
reflecte
aspectos
sociais.
Como
tal
impõe-‐se
uma
abordagem
da
Sociologia,
procurando
as
regularidades
em
torno
das
formas
de
sentir,
expressar
e
procurar
felicidade.
O
objectivo
deste
trabalho
é
identificar
as
condições
sociais
que
promovem
ou
limitam
a
percepção
de
felicidade,
através
da
análise
das
características
socioculturais
diferenciadoras
de
práticas,
representações
e
expressões
de
felicidade.
Concretamente,
pretende-‐se
situar
a
análise
nas
condições
de
vida,
tal
como
são
experimentadas
pelos
actores
sociais,
que
fornecem
o
contexto
objectivo
para
a
percepção
e
criação
de
significados
de
felicidade
e
que
permitem
também
compreender
a
orientação
para
a
acção.
Em
termos
metodológicos,
propomos
uma
abordagem
a
diferentes
níveis,
articulando
a
análise
da
expressão
(medida
numa
amostra
extensa
e
representativa
dos
portugueses,
dados
do
European
Social
Survey
-‐
ESS),
com
a
compreensão
dos
significados
e
práticas
sociais
que
lhe
estão
associados
e
as
condições
sociais
em
que
são
produzidos,
através
de
dados
recolhidos
por
meio
de
um
inquérito
sociológico
por
questionário
desenvolvido
especificamente
com
este
objectivo.
Esta
investigação
articula
assim
diferentes
níveis
de
observação,
completando
os
dados
macro
com
uma
aproximação
mais
intensiva
e
focada
em
actores
sociais
concretos.
A
análise
é
ainda
diferenciada
para
Portugal
(amostra
ESS)
e
para
a
região
de
Lisboa
(amostra
recolhida
no
âmbito
deste
estudo).
Por
meio
deste
trabalho
de
investigação
foi
possível
identificar
as
condições
sociais
que
promovem
ou
limitam
a
percepção
de
felicidade,
através
da
análise
das
características
socioculturais
diferenciadoras
de
práticas,
representações
e
expressões
de
felicidade.
Os
resultados
mostram
que
a
felicidade
é
produzida
e
moldada
em
circunstâncias
concretas,
e
por
isso,
algumas
pessoas
terão
maior
capacidade
de
definir
as
condições
para
a
sua
felicidade.
Estes
resultados
vão
mais
longe
do
que
estudos
existentes,
porque
articulam
as
percepções, significados
e
práticas
sociais
de
felicidade
com
os
contextos
em
que
ocorrem
e
mostram
que
a
felicidade
é
um
recurso
emocional
socialmente
desigual
Descrição
Palavras-chave
Sociologia Felicidade Emoção Sentimentos Sociology Happiness Emotions Feelings
