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Circular Economy Assessment in Public Sector Organisations – Driving Sustainable Development at the Micro Level

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Resumo(s)

A economia circular (EC) é vista como uma estratégia-chave para a transição para um paradigma mais sustentável. De forma a aproveitar o potencial da EC, as organizações públicas e privadas necessitam de avaliar e comunicar o seu “desempenho circular”, inferindo sobre o afastamento ao modelo linear e insustentável de “extrair-produzir-consumir-eliminar” e a aproximação a um modelo circular. Considerando o poder do setor público, bem como o seu papel de liderança, de exemplo para a sociedade, e a sua relevância económica, é expectável que as organizações do sector público desempenhem um papel fundamental na transição para a EC. No entanto, as avaliações de EC existentes focam-se essencialmente nas empresas privadas e são poucos os trabalhos desenvolvidos sobre a avaliação de EC em organizações do sector público. Atualmente não existem abordagens metodológicas para a avaliação de EC focadas nas organizações do sector público e a implementação de instrumentos de avaliação de EC é residual. Este trabalho de investigação tem como objetivo analisar, desenvolver e guiar avaliações de EC para organizações do sector público, respondendo a quatro questões de investigação: (1) Como é que surge o tema da EC na agenda das organizações do sector público? (2) Como é que é avaliado o progresso na EC nas organizações do sector público? (3) Como podem ser conceptualizadas as abordagens de avaliação de EC para organizações do sector público? (4) Como podem ser superados os desafios atuais para a implementação da avaliação de CE em organizações do sector público? Para responder a estas questões, este estudo segue uma abordagem transdisciplinar, com adoção de métodos participativos, tais como entrevistas, workshops, observação participante, bem como revisão bibliográfica e análise documental, incluindo análises de artigos da imprensa e análise de documentação política (e.g. legislação, estratégias sectoriais). Esta investigação foi realizada em estreita colaboração com organizações da Administração Pública Central Portuguesa. A principal contribuição deste trabalho é uma análise holística dos sistemas de avaliação de EC para organizações do sector público. Em primeiro lugar, os resultados demonstraram que o tópico de EC se tem tornado cada vez mais importante nas organizações do sector público, e que indivíduos dedicados, e empreendedores de políticas, têm um papel significativo na definição da agenda e na implementação de iniciativas de EC. Dois grupos de empreendedores de políticas foram identificados com base nas suas diferentes características e estratégias. A implementação bem-sucedida de EC requere peritos em EC que sejam ambiciosos, tenazes e perfeccionistas, e que desenvolvam e divulguem a visão para a EC, concebam soluções concretas e recolham apoio para as suas ideias, os iniciadores de EC. Influenciar a implementação e a avaliação da EC requere agentes de implementação de EC, politicamente experientes e que desenvolvam projetos de forma aberta e garantam o desenvolvimento continuo de políticas. Em segundo lugar, apesar da crescente consciencialização sobre EC, o potencial de sistemas de avaliação de EC ao nível micro no sector público encontra-se inexplorado. Apesar de terem sido identificadas algumas áreas chave para avaliação de EC em organizações do sector público, designadamente gestão de edifícios, transportes, gestão de espaço, gestão de compras (e.g. eletricidade, energia, papel e alimentação), não foi encontrado nenhum sistema de avaliação de EC que seja comummente aceite. Assim, este trabalho codesenvolveu um sistema de avaliação de EC para organizações do sector público que abrange as seguintes componentes: (i) definição do sistema; (ii) definição dos elementos de avaliação de EC; (iii) objetivos de avaliação de EC; e (iv) indicadores de EC para organizações do sector público. Finalmente, foram identificados os principais desafios de implementação de sistema de avaliação de EC em organizações do sector público, nomeadamente as barreiras culturais, mas sobretudo a falta de pressão pública e política, assim como a resistência à mudança. Desafios culturais conduzem a desafios estruturais, tais como a falta de compromisso da liderança, a sua natureza voluntária, e a falta de uma estrutura de governança clara para a avaliação de EC. Os desafios técnicos e financeiros, contrariamente ao que foi encontrado na literatura, não foram priorizados, e são vistos como um resultado dos desafios culturais e estruturais. Algumas das principais implicações para investigadores nesta área incluem, a ação individual na condução de iniciativas de EC em organizações do sector público, bem como o apoio na resposta aos desafios identificados. Adicionalmente, é fulcral envolver as partes interessadas de modo a alcançar uma avaliação de EC que reflita uma perspetiva específica do setor e que seja de fácil utilização e com ampla aceitação. Uma vez que a avaliação de EC ainda se encontra numa fase inicial, testar continuamente as abordagens desenvolvidas é um passo fundamental. Trabalhos de investigação futura devem procurar melhorar o entendimento dos sistemas de avaliação de EC nas organizações do sector público e, em particular, a relação com sistemas de avaliação de sustentabilidade.
Circular economy (CE) is seen as one key strategy to a more sustainable paradigm. To seize the potential of CE, public and private organisations need to assess and communicate their progress moving away from the non-sustainable linear model of “take– make–use–dispose” towards circularity. Given their agenda-setting power, role model function and economic relevance, public sector organisations are expected to play a major role in the CE transition. Nevertheless, existing CE assessments focus on private companies and little progress has been made towards CE assessment in public sector organisations. Currently there is no tailored CE assessment approaches for public sector organisations and CE assessment implementation is low. This research aims at analysing, developing and guiding CE assessments for public sector organisations by answering four research questions: (1) How does the topic of CE appear on the agenda of public sector organisations? (2) How are CE efforts currently assessed in public sector organisations? (3) How can CE assessment approaches be conceptualised for public sector organisations? (4) How can current challenges for CE assessment implementation in public sector organisations be overcome? To answer these questions, this research follows a transdisciplinary approach and participatory methods, such as interviews, workshops, observations, as well as literature review, desk research, press article analyses and policy document analyses. The research is executed together with Portuguese public sector organisations, integrated in the Central Public Administration. The main contribution of this research is a holistic analysis of CE assessment in public sector organisations. First, the findings show that the topic of CE is becoming increasingly important in public sector organisations and engaged individuals, policy entrepreneurs, play a significant role in agenda setting and implementation of CE initiatives. Two groups of policy entrepreneurs were distinguished based on their different characteristics and strategies. Successfully driving CE requires ambitious, tenacious and perfectionist CE expert(s) who develop and spread a CE vision, derive concrete solutions and gather support for their ideas, the CE initiator. Influencing CE implementation and evaluation requires politically savvy CE implementers who openly and tenaciously develop projects and secure the continuous development of the policy. Second, despite the increasing awareness of CE, the potential of CE assessment on the micro level in the public sector is largely untapped. Whereas key areas for CE assessment in public sector organisations, such as buildings, transport, space usage, as well as the procurement of, for example, electricity, energy, paper or food were identified, no commonly accepted CE assessment approach was found. Thus, this research codeveloped a CE assessment framework for public sector organisations that covers the following components: (i) a system definition; (ii) a definition of CE assessment elements; (iii) CE assessment targets; and (iv) CE indicators for public sector organisations. Lastly, the main challenges for CE assessment implementation in public sector organisations were identified, notably cultural barriers, particularly a lack of public and political pressure, as well as a resistance towards change. Cultural challenges drive structural ones, such as a lack of leadership commitment, the voluntary nature, and a missing clear governance for CE assessment. Technical and financial challenges, contrary to previous findings of the literature, are not prioritised and are seen as a result of the cultural and structural challenges. Overall, the implications for practitioners of this research include the emphasis of individual action that can drive the CE in public sector organisations and help to overcome the challenges. In line with this, it is important to involve stakeholders to get a sector specific perspective on CE assessment addressing user-friendliness and acceptance of CE assessment. As CE assessment is still at an early stage, continuous testing of approaches is important. Future research should improve the understanding of CE assessment in public sector organisations and in particular its relationship with sustainability assessment.

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Circular Economy Sustainable Development Public Administration Organisations Assessment Indicators

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