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Orientador(es)
Resumo(s)
A presente investigação desenvolve a filosofia estética de Gil sobre o “corpo
de forças”, situada entre a fenomenologia (Husserl e Merleau-Ponty) e o empirismo
transcendental (Deleuze), com influência da psicanálise (Dolto), e demonstra a sua
actual relevância para as práticas e teorias da dança contemporânea. Muitos de nós,
praticantes de dança, sabemos que a dança acontece pela escuta do corpo, como meio
de intensificação das sensações e potencialização das forças. A partir da filosofia de
Gil, e pela perspectiva do corpo que dança, esta investigação analisa uma
experimentação do corpo na dança contemporânea realizada neste contexto.
Com vista a contextualizar a presente investigação no campo da dança e
filosofia, a Introdução, remete para uma breve abordagem à história da filosofia
estética da dança, assumindo particular destaque, no Capítulo I., a poética da dança de
Valéry, e o seu desenvolvimento, a partir do “plano virtual do movimento da dança”,
segundo Gil. Incluímos na contextualização desta investigação uma possível história
da dança, nomeadamente desde a influência da dança pós-moderna até à dança
contemporânea, pela perspectiva de quem tem vindo a praticar esta história, com
alguns dos seus protagonistas.
Pela perspectiva do corpo que dança, no Capítulo II., expomos uma
experimentação do corpo na dança contemporânea, a qual, em articulação com o seu
documento sensível (registo escrito e audiovisual incluídos), constitui o estudo de
caso da presente investigação.
A partir da experimentação do corpo na dança contemporânea e seu
documento sensível, nos Capítulos III. e IV., sendo o tema central da investigação a
potência do corpo na dança, é apresentada a tese, a saber: a experiência real da
potência do corpo na dança só é possível se o corpo permanecer no silêncio do corpo.
A metodologia adoptada para a operacionalização deste problema consiste, a partir de
Gil, na mudança de escala da macroscopia para a microscopia dos fenómenos do
corpo na dança. Partindo da experiência vivida, do corpo próprio, passamos, então, a
considerar um campo infinito e virtual, como substrato continuum que sustenta os
gestos dançados. Tal continuum – matéria do desejo, formado pelo “inconsciente do
corpo” e mapa dos afectos entre corpos que escutam na dança – assegura o “plano
virtual do movimento da dança”, onde podem consistir uma heterogeneidade de
movimentos. O silêncio do corpo é o corpo intensivo da experimentação, nascido pela
escavação de um vazio no corpo que instaura o intervalo, pelo ritmo como captação
das forças do mundo e pela cisura do caos, cuja poeira, de potência infinita, o corpo
que dança, revela.
Descrição
Faz parte desta Tese um vídeo que se encontra no CD
Palavras-chave
Corpo Movimento Dança Gesto Silêncio Documento
