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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente dissertação problematiza a trajectória colonial e pós-colonial do
funaná, um género de música e dança historicamente associado à população caboverdiana
santiaguense e, desde a Independência Nacional do país, difundido entre outros
grupos em Cabo Verde e na diáspora. Ao propor uma história e etnografia multisituada,
questiona de que modo no contexto da governação colonial, da construção do estado
nação e na localização da diáspora da Área Metropolitana de Lisboa do presente póscolonial,
o domínio da prática cultural, nomeadamente da prática musical, foi política e
socialmente mobilizado na produção das fronteiras de diferença cultural da raça, da
nação, do género e da subjectividade incidindo sobre as populações produtoras da
cultura expressiva. Defende que após a Independência Nacional de Cabo Verde o
funaná se tornou uma prática multiforme, codificando experiências sociais, estéticas e
identidades diferenciadas. Enquanto que para uma jovem geração de músicos de perfil
urbano e cosmopolita ela passou a ser reenquadrada de acordo com uma poética da
nação, para as populações diaspóricas vivendo entre o interior de Santiago, a capital
Praia e a Área Metropolitana de Lisboa ela persiste enquanto expressiva e performativa
de uma condição diaspórica racializada.
Descrição
Palavras-chave
Música Funaná Poder Nação Diáspora transnacionalismo
