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Orientador(es)
Resumo(s)
O escorpião foi um símbolo zoomórfico profusamente representado na arte mesopotâmica, no tempo longo, encontrando-se associado a ideias de renovação, abundância e fertilidade. A sua natureza ctónica, assim como a sua ligação à constelação homónima, estabelecida desde cedo, dotaram este símbolo de profundas significâncias religiosas. Contudo, tradicionalmente, a historiografia tende a identificá-lo como símbolo divino, apenas a partir do II milénio a.C., como manifestação da deusa Išhara. Recentes propostas académicas, porém, consideram que a insistência na presença de símbolos (fitomórficos, zoomórficos, astrais ou de outros objectos) nas fontes da “terra entre os rios” pode significar uma forma alternativa para representar as divindades mesopotâmicas, ultrapassando o mero valor de atributo ou emblema das mesmas. Partindo destes pressupostos, e continuando o trabalho que temos vindo a desenvolver sobre a simbologia divina na glíptica do Diyala, propomos revisitar a presença deste animal, em exemplares datados para os períodos de Jamdat Nasr e Dinástico Inicial, focando especialmente no diálogo que o mesmo estabelece com os outros elementos iconográficos representados, assim como com os contextos específicos onde os objectos foram exumados. Esperamos, assim, que este estudo possa contribuir para a discussão em curso sobre as manifestações divinas mesopotâmicas.
Descrição
UIDB/04666/2020
UIDP/04666/2020
Palavras-chave
Dinástico Inicial Símbolos divinos Divindades astrais Divindades ctónicas Jamdat-Nasr
