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Orientador(es)
Resumo(s)
O dirigente associativo Manuel Ginestal Machado defendeu numa entrevista
publicada no Jornal de Santarém, a 20 de Março de 1958, que “todos têm direito à
cultura”. Esta afirmação decorria num projecto mais vasto, dinamizado entre as décadas
de 30 e 50, na cidade de Santarém, por membros de um grupo social privilegiado que se
empenharam na difusão cultural junto dos mais desfavorecidos da cidade, ao mesmo
tempo que pretenderam contribuir para a construção da identidade da região do
Ribatejo. Maioritariamente ligados ao associativismo, estes homens definiram um
amplo projecto de coordenação cultural que constitui o objecto central do estudo de
caso que esta tese realiza e na qual igualmente se abordou a história da importância das
associações culturais e recreativas na dinâmica da cidade. Como unidades de
observação estudaram-se casos significativos, como a organização do Grupo de
Coordenação Cultural no pós Segunda Guerra Mundial, a fundação do Círculo Cultural
Scalabitano e a tentativa de construir o “Palácio da Música”. Também se estudou o
papel desenvolvido pelas mulheres, especialmente nas colectividades, numa sociedade
controlada e controladora. Os interesses da vasta e heterogénea classe operária da
cidade também mereceram um estudo específico a partir da análise do trabalho
desenvolvido pela Sociedade Recreativa Operária. As cadeias de relacionamento
cultural estabelecidas pela cidade com a região ribatejana, Lisboa e além fronteiras
através da programação estabelecida com a delegação de Santarém da Alliance
Française, também foram alvo de estudo. A tese pretende ser um contributo para alargar
o conhecimento da história da cultura numa cidade de província, durante as décadas de
30 a 50.
Descrição
Palavras-chave
Associativismo Cultura Popular Identidade Regional Santarém Ribatejo
