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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A recuperação musicológica e consequente estreia moderna de óperas setecentistas da autoria de compositores portugueses ao longo do século XX limita-se a cerca de uma dezena de títulos, sendo a sua presença nas temporadas do Teatro Nacional de São Carlos de Lisboa e de outras instituições ligadas à actividade musical bastante esporádica, quando comparada com o repertório do cânone lírico internacional. Entre as óperas do século XVIII resgatadas dos arquivos e bibliotecas que subiram aos palcos lisboetas no último século encontram-se O Amor Industrioso, de João de Sousa Carvalho (1943); Ouro não Compra Amor, de Marcos Portugal (1953); Penélope (serenata), de João de Sousa Carvalho (1955); A Vingança da Cigana, de António Leal Moreira (1964); La Spinalba, de Francisco António de Almeida (1965); As Guerras do Alecrim e Manjerona, de António Teixeira (1972); As Variedades de Proteu, de António Teixeira (1982); Lo Spirito di Contradizione, de Jerónimo Francisco de Lima (1985); Testoride Argonauta de João de Sousa Carvalho (1987); e As Damas Trocadas, de Marcos Portugal (1994). Trata-se de um universo bastante circunscrito, que nos permite analisar de que forma os discursos críticos em torno deste repertório se foram transformando ao longo do tempo e o modo como reflectem aspectos histórico-culturais, práticas e tradições interpretativas, e convições ideológicas. Serão igualmente tidos em conta o perfil dos críticos envolvidos e o papel da imprensa em geral na promoção, divulgação e recepção destas obras resgatadas do passado, apresentadas ao mesmo tempo como novidade e como peças relevantes da história da música em Portugal que aspiram a encontrar um lugar junto do público, dos intérpretes e das próprias instituições que as promovem.
Descrição
UIDB/00472/2020 UIDP/00472/2020
