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Publicação

Política e Planejamento Linguístico da Língua Guarani no Paraguai e Formação Docente

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A promulgação da Constituição da República do Paraguai, em 1992, deu ao idioma guarani o status de língua nacional. Passadas quase duas décadas, a Ley nº 4251de Lenguas criou uma Secretaria para política e planejamento de língua e a Academia de la Lengua Guaraní. Considera-se hoje que mais de 80% da população paraguaia é bilíngue e utiliza as línguas guarani e espanhola como instrumento de mediação nas trocas comunicativas. Nesse artigo investigo a formação para a atuação docente em língua guarani de estudantes universitários da cidade de Assunção. Procuro observar os efeitos de um planejamento de status, de corpus e de aquisição na formação básica e superior desses estudantes. Os resultados revelam eficácia desses planejamentos na formação básica dos acadêmicos participantes da investigação, mas sugerem a necessidade de um planejamento de aquisição e de corpus da língua guarani em nível superior/acadêmico. Neste texto, proponho uma aproximação entre a teoria da enunciação de Benveniste e a teoria da argumentação na língua de Ducrot. Para estabelecer tal relação, faço uma síntese das principais características e do percurso teórico de ambos os linguistas, além de rever na literatura disponível trabalhos que já se debruçaram sobre essa associação. Focalizo, na sequência, a comparação entre duas construções teóricas: nível semiótico e semântico de Benveniste e componentes linguístico e retórico de Ducrot.

Descrição

UIDB/03213/2020 UIDP/03213/2020

Palavras-chave

Política linguística Planejamento linguístico Língua guarani Formação docente Enunciação Sujeito Subjetividade Argumentaçao

Contexto Educativo

Citação

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