FCSH: IHA - Documentos de conferências nacionais
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- Da arquitectura neoclássica às multi-narrativas pictóricas do palacete dos Marqueses de Pombal às Janelas VerdesPublication . Elias, Margarida; Braga, Helena; Instituto de História da Arte (IHA)
- As outras 'arquiteturas' do ExtremoPublication . Conceição, Margarida Tavares da; Departamento de História da Arte (DHA); Instituto de História da Arte (IHA)
- Lisboa de ontem e de hojePublication . Cabeças, Raquel Medina; Instituto de História da Arte (IHA)
- Gomes de Brito (1843-1923)Publication . Elias, Margarida; Instituto de História da Arte (IHA)No âmbito do Congresso Internacional Historiografia das Cidades, vimos propor uma apresentação subordinada à figura de José Joaquim Gomes de Brito (1843-1923), que foi uma personalidade multifacetada, em grande medida ligada à olisipografia. Sócio fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, tomou parte nos trabalhos preparatórios para a fundação da Sociedade dos Jornalistas e Escritores Portugueses, tendo sido diretor-gerente da Sociedade de Artistas, de que faziam parte vários atores, como Eduardo Brazão, João e Augusto Rosa. Foi ainda colaborador do jornal de Rafael Bordalo Pinheiro, O Binóculo (1870) – sendo que conheceu o caricaturista justamente através da paixão de ambos pelas artes dramáticas. Funcionário da Câmara Municipal de Lisboa, entre 1886 e 1916, desempenhou importantes comissões de serviço e, em 1911, foi encarregado de dirigir interinamente o Arquivo Municipal. Publicou vários artigos em jornais, muitos deles dedicados à história de Lisboa, sendo esse o caso de um estudo sobre a Rua de São Tomé, na Revolução de Setembro (1880) e «Os Itinerários de Lisboa», na Revista de Educação e Ensino (1900). O livro Ruas de Lisboa é uma obra póstuma, publicada em 1935. A nossa apresentação procurará apresentar as diversas facetas de Gomes de Brito, quer como jornalista, quer na sua ligação ao teatro, aqui abordando a amizade com Rafael Bordalo Pinheiro – que o caricaturou nos seus jornais e sobre o qual escreveu um texto que serve de introdução ao «Inventário da Obra Artística do Desenhador» (de Álvaro Neves). Contudo, a ênfase da nossa apresentação irá incidir sobretudo no trabalho de Gomes de Brito na cidade de Lisboa, quer como funcionário da Câmara Municipal e director do Arquivo Municipal, quer na publicação de textos relacionados com a olisipografia, em especial na obra Lisboa do Passado, Lisboa dos Nossos Dias (1911), onde reúne artigos que vieram «a lume em vários periódicos da capital», e as Ruas de Lisboa, revista e prefaciada por António Baião.
- Intoduction. Localization/GlobalizationPublication . Cavi, Sabina de; Departamento de História da Arte (DHA); Instituto de História da Arte (IHA)Art historical scholarship and research has reached a historical divide. Forced to choose between history & interpretation, or theory & invention, today’s art historian is obliged to take side in the academic discourse and refrain from political speech, while his/her work remains irrelevant for most civil society. How did we get here? A retrospective look at art history methodologies over the past 40 years - from the creation of the Global Web (1983) to the implementation of Big and Open Access data processing, clarifies that we abdicated analytical, logical and in depth social and contextual studies to abstract and theoretical rethinking of global circulations and transactivities. This global turn may explain the vacuum on which we precariously float. Incredulous spectators of this ultimate swan song, after the death of premodern art and the burial of Art History - understood as a discipline, primary education, humanitas, and an instrument of cultural protection – art historians and educators today feel unsure about their right to exist and puzzled about the vocation of Art History in the socio-cultural reset postulated by EU Agenda Europe 2030, increasingly dominated by the rhetoric of Visual Studies, the lure of Artificial Intelligence, and the ultimate consequences of implementing metadata/metaverse and transhumanism in current and future human generations, already alienated from reality, materiality, and the body. Inspired by research on regenerative cultures, I will reintroduce the model of sustainable, inclusive, politically, and civically engaged contextual art history as a tool for the reconfiguration and preservation of human legacy on earth, and the optimal preservation model which can reverse the effect of Homogenocene global modernity into a new Anthropocene model meant to last without prejudice of animal and vegetal life. Stepping from the democratic manifesto of Localization theories (Local Futures etc.) we shall see how local identities where the balance between men and nature is respected, beloved and coveted, are the only viable solution for globally re-implementing human values, human and animal rights and earth democracy (as declared by - among many - ecologist, activist, and food rights advocate Vandana Shiva).
- A talha barroca entre Lisboa e S. JorgePublication . Ferreira, Sílvia; Instituto de História da Arte (IHA)
- Banco de Arte Contemporânea MGCCPublication . Matos, Sara Antónia; Instituto de História da Arte (IHA)A partir de uma apresentação do BAC – Banco de Arte Contemporânea, e do trabalho que aí está a ser desenvolvido, vão dar-se exemplos de como as diversas formas de aproximação aos arquivos e aos espólios dos artistas se revertem em metodologias de abordagem não-convencionais, nomeadamente para a curadoria e a investigação, por vezes potenciando novos olhares e formas de leitura sobre as obras e sobre as narrativas já tecidas. Based on a presentation of the BAC - Contemporary Art Bank, and the work that is being developed there, examples will be given of how the various approaches to archives and artists' collections are converted into unconventional methodologies, namely for curatorship and research, sometimes enhancing new ways of seeing and reading the works and the narratives already woven in their respect.
- O ‘Atlas’ de Gerhard Richter e o trabalho de figuração mnemónicaPublication . Duarte, Miguel Nuno Mesquita; Instituto de História da Arte (IHA)
- A, B, C do erroPublication . Marques, Susana Lourenço; Instituto de História da Arte (IHA)Em 2011 os artistas Oliver Chanarin & Adam Broomberg publicam e expõem War Primer 2, uma apropriação da edição inglesa de A, B, C da Guerra (1955) desenvolvida por Bertolt Brecht no seu longo exílio, sobrepondo imagens digitais retiradas da internet, precárias e pobres como as definem, para reinterpretar e rever os seus foto-epigramas. Analisando a recepção e propósito de ambas as publicações, procurar-se-á recuperar a premissa de Brecht em torno da apropriação e montagem da História pelas imagens, para questionar a verdade e o poder que nelas se manifesta: “photography, in the hands of the bourgeoisie, has become a terrible weapon against truth. The vast amount of picture material that is being disgorged daily by the press and that seems to have the character of truth serves in reality only to obscure the facts. The camera is just as capable of lying as is the typewriter.” (Brecht, 1935) Se o modo como as imagens são interpretadas se relaciona com o contexto e a tomada de posição dos seus leitores, aceitar a precariedade, os defeitos e a sua insistente indefinição, como reduto visível da realidade implica, em simultâneo, readmitir a dificuldade em ver e, nesse sentido, decifrar a consequente manipulação a que essa interpretação fica sujeita. Implica, sobretudo, refazer e actualizar uma pedagogia crítica para as imagens como Brecht violentamente alertou.
- Para uma história do século ilustradoPublication . Guarda, Israel; Serra, Filomena; Serra, Filomena; Instituto de História da Arte (IHA)A revista Século Ilustrado, acompanhou gradual e imageticamente a propaganda do regime de Salazar. Dirigida desde o seu início e até 1942, pelo cineasta e cenógrafo Leitão de Barros (1896-1967), vai contudo, a partir do pós-guerra e mais concretamente dos anos 50, sofrer alterações gráficas e de conteúdos que apontam para uma progressiva desvinculação da publicação relativamente ao regime. Um conjunto de novas abordagens temáticas emerge; os assuntos diversificam-se e parece haver uma maior abertura ao mundo. Assuntos como o racismo, a pobreza, a situação da criança e o trabalho infantil ou a posição social da mulher, que é mostrada menos frequentemente como “objecto de desejo”, ganham espaço. A revista torna-se mais mundana e cosmopolita. Portugal é apresentado já não com o olhar mitificado dos valores da ideologia estado-novista, assente na imagem de um povo brando e em tradições sem conflito. Com o início dos anos 60, a fotografia de propaganda do regime torna-se pontual e aparecem paralelamente as fotoreportagens, entre outros, de Eduardo Gageiro e de Michel Giacometti que convocam um olhar mais directo e sem filtros sobre as condições de vida de comunidades minoritárias, mas também sobre outras realidades numa cultura de maior abertura. As reportagens de Maria Antónia Palla, entre outras, anunciam, sem dúvida, esses novos tempos. Tomando como objecto de trabalho o Século Ilustrado, o processo de investigação desenvolvido assentou no levantamento e análise semiótica de um conjunto de imagens publicadas, entre 1945 e 1974. O objectivo é identificar o momento em que ocorre uma certa separação de águas entre a publicação e o Estado Novo, mas principalmente em sinalizar o ponto de inflexão, no sentido de testar a hipótese de algumas fotoreportagens publicadas concorrerem para um contradiscurso de oposição, ainda que velada ao regime do Estado Novo.
