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Orientador(es)
Resumo(s)
O pseudocaule de bananeira é um resíduo que é gerado na indústria da banana, por ter de ser cortado e removido da árvore regularmente, e que não tem grande aplicação em Portugal. Na reabilitação de edifícios recorre-se muitas vezes à utilização de placas compósitas com base em cimento (CBPB) para compartimentação ou revestimento, interior ou exterior. As placas de partículas de madeira aglutinadas por cimento são um dos casos. A empresa VIROC produz e comercializa este tipo de placas. As partículas de madeira são obtidas a partir de toros de madeira de pinho nacional. Com vista à circularidade da economia e pelo interesse de incorporar resíduos em materiais de construção para reduzir a sua energia incorporada e contribuir para reduzir o impacte da indústria da construção, foi proposto à VIROC avaliar a viabilidade de produção deste tipo de placas recorrendo a uma substituição parcial das partículas de madeira virgem por partículas de pseudocaule de bananeira. Procurando simular a produção industrial das placas VIROC, produziram-se em laboratório provetes de placas com 0 %, 25 %, 50 % e 75 % de substituição em massa de partículas de madeira por fibras de pseudocaule, que foram caracterizadas por ensaios físico-mecânicos, de acordo com a normalização em vigor para este tipo de placas. Neste artigo apresentam-se e discutem-se os resultados obtidos. Face à formulação apenas com aparas de madeira a introdução das fibras promoveu, principalmente, o aumento do módulo de elasticidade em flexão e a redução do inchamento em espessura dos painéis. A campanha experimental apresentou resultados promissores, tendo sido possível cumprir, na maior parte dos casos, os requisitos definidos na normalização europeia das CBPB. Assim, a substituição parcial de madeira virgem pelas fibras de bananeira apresenta viabilidade e pode contribuir para a circularidade da economia.
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Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil
