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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O processo de desconfessionalização do Estado foi acompanhado pela
desfuncionarização do clero paroquial, o que implicou, para lá das questões de natureza
política – partidária ou de regime –, a reformulação da identidade e das funções do
pároco. A essa alteração correspondeu uma maior vontade de autonomia e liberdade de
actuação eclesiástica nos domínios social e religioso, bem como a afirmação da
autoridade episcopal no quadro da romanização, isto é, no sentido de uma articulação da
Igreja Católica enquanto corpo autónomo da esfera do Estado e independente das
influências partidárias na organização e orientação do clero.
Esta dissertação analisa os discursos produzidos pelo clero paroquial, e as
instituições por si protagonizadas, em torno de duas problemáticas fundamentais – a sua
identidade e a sua sustentação – durante o processo de alteração do seu enquadramento
institucional; ou seja, avalia as disputas internas em torno da passagem de uma condição
dual – ministro da religião e funcionário civil – à unidade simbólica da sua condição
religiosa.
Descrição
TESE DE DOUTORAMENTO EM HISTÓRIA
Palavras-chave
Clero paroquial Liberalismo Secularização Separação Pensões Portugal (séculos XIX-XX)
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
