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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente tese debruça-se sobre a concepção do moimento com jacente na comunidade
feminina medieval portuguesa de Trezentos, enquanto espaço de revelação de
identidades, personalidade e ideias. Através deste enfoque – 11 peças analisadas
monograficamente – discute-se o género, tal como concebido naquele contexto e
assimilado (assumido ou desafiado) pelas mulheres de cujos projectos de
‘comemoração’ nos ficaram vestígios significativos. Actuando como promotoras de
processos memorialísticos, próprios ou de outras, ou oferecendo-se como simples
‘comemoradas’ em programas mais ou menos eloquentes mas eficazes na eternização
da sua memória e na construção de uma imagem específica de si mesmas e do tempo
que reflectem, as personagens femininas analisadas representam as especificidades do
ser mulher nesse contexto medieval e as virtualidades do poder particular que pode estar
ao seu alcance. Ao fazerem da encomenda tumular um campo privilegiado de actuação
e de investimento dos seus recursos, algumas mulheres podem mostrar-se como
promotoras da arte como veículo de comunicação, líderes de mudança e de inovação e
canais de um intercâmbio internacional de modelos. O jacente feminino actua aqui
como tela de revelação de uma vivência feminina de difícil acesso noutras fontes, dos
valores que norteiam as práticas das mulheres e a sua relação com o sagrado, mas
também do lugar que ocupam no conjunto social e da imagem que privilegiam na
construção de uma memória eterna sobre si mesmas.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de
Doutor em História da Arte
Palavras-chave
Mulher Arte Tumulária Jacente Retrato Memória Representação Imagem Mecenato Morte Género Poder
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
