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Resumo(s)
Este trabalho incide sobre um convento feminino da Ordem de S. Domingos, entre os anos que antecedem a sua fundação, em 1461, até ao termo do governo da terceira prioresa, falecida em 1525. Neste período, as religiosas do Mosteiro de Jesus de Aveiro recebem e compõem um conjunto de textos destinados a servir tanto as suas necessidades litúrgicas como a própria identidade. O argumento baseia-se na análise de um universo textual composto por materiais de natureza normativa e memorialística, que se mostra coerente com o contexto da sua produção. Os testemunhos textuais reflectem o ambiente observante do qual as dominicanas de Aveiro fazem parte, enquanto agentes de recepção e de expansão do movimento de reforma à escala nacional. Eles mostram a preocupação em dotar a comunidade de um conjunto de suportes escritos capazes de agregar as religiosas em torno de um discurso cuja mensagem traduza a força indispensável à construção de uma identidade colectiva. Essa mensagem assenta sobre conteúdos éticos, presentes nas disposições normativas, mas também na própria memória escrita da comunidade, a qual concretiza os princípios normativos em exemplos que, por assumirem uma dimensão hagiográfica, terão o poder de inflamar os espíritos e dar um sentido ao seu comportamento.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em História, na especialidade de História Medieval
Palavras-chave
Identidade Comunidade textual Normativa Memória Mosteiro de Jesus de Aveiro
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
