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Orientador(es)
Resumo(s)
Entre 25 de Abril e 28 de Setembro de 1974 Portugal conheceu um período
marcado pela intensa explosão da acção dos movimentos sociais e a presidência de sinal
conservador do general António de Spínola.
Forja-se um movimento popular revolucionário que percorre todo o país e todos
os sectores profissionais e vai muito além do mundo do trabalho. É o pano de fundo
de todas as transformações políticas e o vector central dos primeiros cinco meses
do processo revolucionário.
Embora seja dado maior destaque ao movimento operário e ao movimento de
moradores, é um movimento global que abrange toda a sociedade, a qual experimenta
um processo global de politização, mobilização, organização e acção política.
É um movimento popular que não é contido pelo Estado, que o ultrapassa e
não espera por ele. Impõe conquistas, reivindicações, direitos e liberdades antes da
sua consagração institucional. Ao mesmo tempo que punha em causa o poder patronal
e o poder estatal, perspectivava uma mudança da natureza estrutural da sociedade
portuguesa.
Procuraremos medir o impacto deste movimento popular revolucionário, nomeadamente
no processo político e na derrota do projecto político de Spínola, e analisar
como se relaciona com o poder político-militar. Entre outros aspectos, o movimento popular significou a conquista de direitos e
liberdades fundamentais, como o salário mínimo, o direito à greve, liberdade sindical
ou liberdade de associação e organização nos locais de trabalho. Paralelamente, em
larga medida, impôs os fundamentos de um Estado-Social.
Em apenas cinco meses é esta explosão social que determina a transformação
do golpe militar numa revolução, a radicalização do processo político no sentido de um
corte total com o passado ditatorial e de uma abertura democrática sem constrangimentos.
Ainda que o objectivo fundamental da interpretação seja a acção e impacto dos
movimentos sociais, procuraremos deixar claro o que se passa nas esferas políticoinstitucional,
partidária, económica e africana tendo, sempre presente, o vector principal
da dissertação.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Doutor em História Contemporânea
Palavras-chave
Revolução portuguesa Movimentos Sociais Acções Colectivas Movimento Popular Movimento Operário Movimento de Moradores Spínola Democratização Descolonização MFA 25 de Abril 28 de Setembro Maioria Silenciosa
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
