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Orientador(es)
Resumo(s)
No mundo ocidentalizado, a sociedade e a família reconhecem que as crianças têm a
sua própria cultura, diferente da dos adultos. Tirando partido da visão social que
confere à criança agenciamento e autonomia, bem como do acesso generalizado à
rede, as empresas comerciais intervêm cada mais vez nas culturas infantis. A
hibridização do marketing e do entretenimento em ambientes media online e offline
deu origem a verdadeiros espaços “comerciais” embebidos no dia-a-dia das crianças.
Por outro lado, a natureza da relação entre as pessoas e os media é estabelecida em
moldes idênticos à da comunicação entre humanos e, para além das “outras pessoas”,
os objectos media desempenham também um papel na construção e expressão de
identidades. Assim, a experiência identitária da criança e do seu grupo de pares tende
a ocorrer em ambientes mediatizados, os quais podem ser vistos como patrocinadores
da construção das identidades.
Apesar da família e dos pares continuarem a ser importantes grupos de referência para
a construção das identidades da criança, esta encontra mais autonomia e
oportunidades via media para se identificar e ser legitimada pelo seu grupo de pares.
Com o objectivo de estudar a forma como os pré-adolescentes se apropriam das
marcas na sua expressão de identidades, este trabalho analisa em profundidade três
casos de estudo com crianças de 9-10 anos, alunos do 4º ano do Ensino Básico, em três
escolas de diferente condição social da área da grande Lisboa.
A teoria da Actividade e a perspectiva interaccionista das identidades foram utilizadas
como quadro teórico de referência para a pesquisa, colocando-se assim a criança em
interacção com várias comunidades num dado contexto sócio-cultural: a família, o
grupo de pares e os grupos imaginários (de interesse, de fãs, comunidades virtuais de
brincadeira e aprendizagem). Ao estudarmos a criança no espaço da escola,
procurámos observá-la na sua relação cara-a-cara e via ambientes mediatizados com
os pares, tendo sempre em background as suas outras interações fora da escola.
Dando voz às crianças, foi utilizada uma aproximação etnográfica, complementada
pela análise de redes sociais e aplicada às interacções entre as crianças e entre as
crianças e conteúdos numa plataforma Web. Damos conta da importância do grupo de
pares e dos media, na experimentação e construção de identidades dos pré-adolescentes,
e do papel da análise de redes sociais na monitorização de
comportamentos e processos de aprendizagem.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau
de Doutor em Ciências da Comunicação - Estudos dos Media e Jornalismo
Palavras-chave
Pré-adolescentes Identidade Literacia mediática Análise de redes
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
