| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.44 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A liberdade da metafísica sem metafísica de Caeiro é a alegria espinosana de
ver, com o intelecto nos sentidos, que o Ser existe e que a realidade das coisas está na
sua essencial diferença. O poeta que canta e ama a Natureza constrói-se nas emoções
verdadeiras de quem nada mais quis senão trazer ao Universo o Universo ele-próprio.
Amar a Natureza significa para Caeiro a aceitação da sua ordo et connexio do ponto
de vista da imanência. A poesia do pastor de ideias adequadas, modo estético de viver
a divindade virtual de cada homem, conflui assim com as linhas de força da Ética de
Espinosa. O projecto ético de beatitude, quer para o heterónimo de Pessoa, quer para
o filósofo de ascendência portuguesa, traça-se num mapa onde a ideia de uma mente
livre é a ideia de um corpo perfeito, capaz de muitas coisas; entre elas, intuir-se modo
da Substância.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor
em Estudos Portugueses
Palavras-chave
Beatitude Caeiro Espinosa Ética Liberdade Metafísica
