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Da guerra remota: a desumanização do poder aéreo, a interferência e a interação humana no futuro da guerra

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Esta é uma investigação sobre a Guerra. No seu domínio mais tecnológico e avassalador: a Guerra Aérea. E num registo que promete revolucionar a história milenar da conflitualidade hostil: a Guerra Aérea Remota. É uma análise crítica das ideias subjacentes ao emprego de sistemas aéreos não tripulados (Unmanned Aircraft Systems - UAS), a fim de desenvolver um conhecimento mais abrangente sobre os seus efeitos, permitindo uma adaptação mais eficaz ao futuro da Guerra. Aceitando a objetividade das vantagens operacionais, que diferenciadores estratégicos concorrem para a preeminência futura da Guerra Aérea Remota e que implicações se podem derivar para as Relações Internacionais e para Portugal? Ao procurarmos respostas para estas dúvidas, sustentamos que a tendência de crescente preeminência dos UAS se revela imprescindível, irresistível, inevitável e em última análise irreversível, ameaçando transfigurar, num futuro não tão distante, a natureza da própria Guerra. Sustentados por vários indicadores analíticos, argumentamos que o ponto de irreversibilidade foi já ultrapassado. Através da exploração e confronto dos fatores associativos e dissociativos que concorrem para a preeminência futura dos UAS, é possível destacar implicações para as políticas de segurança e defesa dos Estados. Assim, este estudo tem como objetivo registrar o momento crítico de mudança e compreender a natureza das tendências futuras, inquirindo sobre as implicações políticas, legais, morais e sociais na natureza e no caráter da Guerra resultantes da Guerra Aérea Remota. Antevemos por isso, efeitos ao nível operacional, com impacto na conduta da Guerra; efeitos genéticos refletidos na alteração das características e capacidades do Poder Aéreo; e efeitos políticos com impacto no processo de decisão sobre o uso da força nas Relações Internacionais. Considerando as implicações da Guerra Aérea Remota é possível prospetivar oportunidades, assim como desafios, que podem confrontar uma pequena potência como Portugal. A discussão dos requisitos estratégicos e operacionais de Portugal, bem como os seus diferenciadores estratégicos, contribuirá para a definição de um modelo de capacidade UAS nacional. Nessa perspetiva, sustentamos um modelo aglutinador da massa crítica, economia de escala e sinergias, gerido de forma centralizada, ao nível estratégico pelo Ministério da Defesa Nacional, segundo a liderança operacional da Força Aérea Portuguesa, enquanto Agente Executivo da capacidade UAS, em proveito conjunto, e cujo produto operacional satisfaça primariamente os requisitos das Forças Armadas, mas que adicionalmente preencha as necessidades de vários beneficiários interagenciais segundo um paradigma de facilitador de serviços e de intervenção seletiva.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Relações Internacionais, especialidade de Estudos de Segurança e Estratégia

Palavras-chave

Unmanned Aircraft Systems Drones Poder Aéreo Guerra Aérea Remota Revolução nos Assuntos Militares Autonomia Capacidade UAS portuguesa

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Licença CC