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Orientador(es)
Resumo(s)
A partir de um exercício de consciência profissional, e fundamentada na bibliografia científica consultada, foi identificada a problemática em estudo: o sentimento generalizado de mal-estar dos professores.
Assim, assume-se como propósito do estudo reconhecer que a formação em educação emocional potencia as competências emocionais dos educadores e professores do ensino básico e secundário, no sentido de terem mais conhecimentos e estratégias para lidarem com o mal-estar e potencializarem o bem-estar.
Foi feita a revisão de literatura sobre os temas relacionados: a emoção, inteligência emocional, competências emocionais, educação emocional e autoeficácia e para dar consecução ao propósito do estudo foi construida, implementada e avaliada uma formação em educação emocional de 25 horas para educadores de infância e professores do ensino básico e secundário.
Depois de acreditada pelo conselho científico-pedagógico da formação contínua (CCPFC), a formação foi implementada a três grupos de professores, nos meses de janeiro, fevereiro, março e julho de 2011, a um total de 75 professores. O primeiro e o segundo grupo foi constituído por educadores de infância e professores do ensino básico, o terceiro grupo foi constituído por professores do ensino secundário.
Optou-se pela complementariedade de métodos quantitativos e qualitativos. Para avaliar os resultados, a amostra respondeu a 5 instrumentos de recolha de dados (questionários), dois dos quais aplicados antes e depois da formação.
Os resultados revelaram alterações significativas nos valores das variáveis entre o pré-teste e o pós-teste: na autoavaliação de conhecimentos teóricos relativos aos conteúdos da formação, e nas competências emocionais (consciência emocional e regulação emocional).
Não houve alterações significativas na autoeficácia emocional dos professores.
A formação em educação emocional foi considerada uma mais-valia ao nível das competências emocionais nas vertentes intrapessoal, interpessoal e profissional, destacando-se a vertente intrapessoal.
A Competência Emocional, medida pela Escala Veiga de Competência Emocional (Veiga-Branco, 2007), embora não se possa afirmar como uma variável moderadora, porque os resultados não foram significativos, reflete uma tendência de orientação relacional positiva: quanto menor o valor de perfil da competência emocional dos professores, maiores se apresentam os valores das diferenças verificadas entre o pré-teste e o pós-teste, em relação à avaliação dos conhecimentos e da autoeficácia emocional.
A Competência Emocional referida pela amostra como prioritária a ser desenvolvida em futuras formações foi a competência social (Bisquerra & Pérez, 2007)
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Ciências da Educação – Psicologia e Educação
Palavras-chave
Formação de professores Competências emocionais Educação emocional
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
