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Um cordeiro entre lobos

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No Outono de 1506, Lopo Fernandes, escudeiro da Guarda Real, partiu de Lisboa rumo ao Castelo Real de Mogador. Daí, deveria seguir numa missão secreta a Marraquexe, cidade já então desejada pela Coroa portuguesa. A missão de que fora incumbido pelo rei D. Manuel I era de particular importância: devia analisar as defesas de Marraquexe, tanto em termos de fortificações como em número de defensores, e verificar se valia a pena, em termos económicos, proceder à conquista da região em torno da cidade. A missão secreta de Lopo Fernandes inseriu-se no processo de expansão portuguesa em Marrocos, que no reinado de D. Manuel I ganhou novo fôlego. A acção de Lopo Fernandes demonstra, em particular, o forte interesse da Coroa portuguesa pelo sul de Marrocos, sendo que, a breve trecho, seriam conquistadas naquela região praças como Safim (1508) e Azamor (1513). De facto, a demanda de Lopo Fernandes consistiu, sobretudo, numa primeira tentativa de recolha de informações que pudessem auxiliar o avanço português na região. Esse facto não era alheio aos governantes locais, em particular o alcaide de Safim, que procurou impedir o seu prosseguimento ao colocar a prémio a cabeça do agente português, que por então se fazia passar por embaixador enviado a Marraquexe. Até nós chegaram tanto o regimento dado pelo rei ao seu escudeiro da Guarda Real como a carta que aquele dirigiu ao rei no final da missão. Ambos os documentos são de suma importância para conhecer como eram concebidas e postas em prática missões de espionagem em inícios do século XVI. De facto, na missão de Lopo Fernandes houve um pouco de tudo o que pode ser associado à espionagem, mesmo nos dias de hoje: desde perigo de morte e situações em que o agente português escapou com grande dificuldade, até ao uso de disfarces e identidades falsas para poder passar despercebido entre as tribos locais. Assim sendo, a nossa comunicação centrar-se-á nesta missão de espionagem, que até ao presente momento não foi estudada e nem sequer referida por nenhum autor, nem mesmo os cronistas como Damião de Góis ou Bernardo Rodrigues, enquadrando-a no plano mais vasto do avanço português no sul de Marrocos no reinado manuelino, por forma a compreender a forma como decorreu e a importância de que se revestiu.

Descrição

UID/HIS/04666/2019

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