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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A despeito da natureza ainda bastante descritiva da comunicação que se pretende apresentar, o trabalho de análise realizado pelo autor constitui um primeiro ensaio de processamento de dados sobre comunicação política, administrativa e pessoal baseado, essencialmente, na documentação de várias instituições e magistraturas do centro político na época moderna. Documentação que deve ser vista e entendida à luz de três diferentes matizes, consoante a sua proveniência, destino e alcance: correspondência oficial, correspondência privada, arbitrismo. Este último, não no sentido genérico atribuído à Escola de Salamanca e à Coroa de Castela, mas como expressão quase memorialista de quem observava, no centro e, sobretudo, nas periferias, as questões administrativas e de mando, concorrendo com sugestões e críticas. Esta advertência é necessária e, embora sumariamente enunciada, assenta em fundos documentais com um grande potencial de pesquisa. O conteúdo do enorme fluxo de correspondência gerado, quer entre governantes, quer destes com particulares, permite uma leitura comparada e complementar dos circuitos epistolares. A diversidade e riqueza das matérias e pontos de vista abordados é evidente e reveladora de um conjunto complexo de redes em que os actores sociais assumem, também, papel de mediadores e definem o ritmo quotidiano das instituições da monarquia portuguesa, na metrópole e em distintos espaços geográficos. A permeabilidade a certas influências e comportamentos indiciadores de atitudes corporativistas nas magistraturas e outros órgãos (Conselhos da Fazenda, de Guerra e Ultramarino, Junta da Administração do Tabaco, Mesa da Consciência e Ordens, Santo Ofício, Desembargo do Paço), os bastidores dos governos ultramarinos, os poderes locais, irmandades e confrarias, para citar alguns exemplos, não podem ser dissociados do poder da palavra escrita, seja ela sob a forma de alvarás, avisos, consultas ou correspondência privada.
Descrição
UID/HIS/04666/2019
