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Resumo(s)
Water is a vital and transversal element of the biosphere, flowing across ecological, territorial, and political boundaries. However, despite its interconnected nature, the governance and management of water remain fragmented. Over recent decades, several integrative strategies and approaches have sought to promote greater coordination across systems and scales, achieving significant progress. Nonetheless, environmental degradation continues to intensify, and the implementation of these initiatives remains limited by rigid institutional structures, sectoral compartmentalization, and spatial discontinuities along the land-water continuum. The Source-to-Sea approach has emerged as a promising strategy to address existing fragmentation by promoting the Integration of flows, systems, and actors along the entire continuum, from headwaters to the ocean. Within this framework, the present study aimed to assess whether the Source-to-Sea approach constitutes a substantive innovation or merely a reformulation of principles already established in previous integrative models. To address this, the study adopted a qualitative, analytical-deductive methodology, combining content analysis and analytical matrices, structured in three main articles that provided: (i) a conceptual diagnosis of the Source-to-Sea, Integrated Water Resources Management and Integrated Coastal Management approaches, revealing that the Source-to-Sea approach contributes to a new systemic understanding of the land-sea continuum, encompassing ecological and human interdependencies and influences, but lacking an explicit territorial framework that situates water management within a broader spatial unit; (ii) the theoretical formulation of the Source-to-sea Landscape approach, integrating landscape-based concepts to overcome the identified limitation; and (iii) an assessment of the normative applicability of the new approach, through a critical analysis of European directives related to freshwater and marine governance. Based on these three stages, the research consolidated the Source-to-sea Landscape proposal, which distinguishes itself by expanding the territorial, ecological, and social scope of previous approaches and innovatively integrating ecological and human processes into a single governance and management framework. This differentiation is reflected in: the incorporation of an integrated analysis of environmental processes from the land to the ocean, overcoming the compartmentalization between coastal and Inland zones; the expansion of the understanding regarding the relationships between social processes and water bodies, recognizing the landscape as an expression of these Interactions and also considering its historical transformation; the incorporating of the hydrosocial cycle perspective, which recognizes the inseparability of land and water; and in the articulation with principles of Integrated Water Resource Management, Integrated Coastal Management, the European Landscape Convention, and the Hybrid Landscape Approach, which Integrates biophysical and sociocultural dimensions into a unified landscape perspective, thereby proposing a coherent methodological structure that is sensitive to the dynamic interconnections between natural and human systems. Furthermore, the approach incorporates principles of adaptive governance and continuous learning, promoting collaborative scenario building, iterative monitoring, management of uncertainties, and feedback across scales and territories. In this way, the Source-to-Sea Landscape constitutes an innovative methodological and normative proposal that articulates territory, society, and water through a hybrid territorial perspective, anchored in the landscape and sensitive to the physical, ecological, social, and cultural dimensions along the land–freshwater–marine continuum. Its methodological structure, composed of four iterative steps (Comprehension, Involvement, Planning, Execution & Monitoring), enables adaptive, participatory, and multilevel governance. The critical analysis of the main European directives related to water and marine governance (the Water Framework Directive, the Groundwater Directive, the Marine Strategy Framework Directive, and the Maritime Spatial Planning Directive) revealed both the conceptual alignment of Source-to-Sea Landscape with these instruments and its capacity to identify gaps, synergies, and integration pathways not yet addressed by traditional approaches. By proposing normative mechanisms, multiscale coordination, and collaborative platforms, the approach demonstrates its practical applicability in the European context, as well as its potential for adaptation to other territories. Thus, it contributes to strengthening ecosystem resilience, promoting territorial justice, and consolidating a new paradigm of systemic environmental governance. In this way, the Source-to-Sea Landscape reconstructs the relationship between source and sea, nature and society, vision and action. In doing so, it paves the way for an innovative framework of environmental governance and management, based on systems thinking, territorial cohesion, and normative coherence, thereby consolidating fundamental pillars for achieving sustainable development.
A água é um elemento vital e transversal da biosfera, fluindo através de fronteiras ecológicas, territoriais e políticas. No entanto, apesar de sua natureza interconectada, a governança e a gestão dos recursos hídricos permanecem fragmentadas. Nas últimas décadas, diversas estratégias e abordagens integradoras buscaram promover maior coordenação entre sistemas e escalas, alcançando progressos significativos. Ainda assim, a degradação ambiental continua a intensificar-se, e a implementação dessas iniciativas permanece limitada por estruturas institucionais rígidas, compartimentação setorial e descontinuidades espaciais ao longo do contínuo terra–água. A abordagem Fonte-ao-Mar tem-se afirmado como uma estratégia promissora para enfrentar a fragmentação existente, promovendo a integração de fluxos, sistemas e atores ao longo de todo o continuum, desde as nascentes até o oceano. Nesse enquadramento, a presente investigação teve como objetivo avaliar se a abordagem Fonte-ao-Mar representa uma inovação substantiva ou se se limita à reformulação de princípios anteriormente consagrados em outros modelos integradores. Para isso, adotou-se uma metodologia qualitativa, analítico-dedutiva, com análise de conteúdo e uso de matrizes analíticas, estruturada em três artigos principais que forneceram: (i) um diagnóstico conceitual das abordagens Fonte-ao-Mar, Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Gestão Costeira Integrada, o qual revelou que a abordagem Fonte-ao-Mar contribui para uma nova visão sistêmica do contínuo terra-mar, abarcando interdependências e influências ecológicas e humanas, mas carecendo de uma estrutura territorial explícita que situe a gestão da água dentro de uma unidade espacial mais ampla; (ii) a formulação teórica da abordagem Paisagem Fonte-ao-Mar, integrando conceitos baseados em paisagem com o objetivo de superar a limitação identificada; e (iii) a avaliação da aplicabilidade normativa da nova abordagem, por meio de uma análise crítica de diretivas europeias relacionadas à governança de águas doces e marinhas. A partir dessas três etapas, a pesquisa consolidou a proposta da abordagem Paisagem Fonte-ao-Mar, que se diferencia por expandir o escopo territorial, ecológico e social das abordagens anteriores, integrando de forma inovadora os processos ecológicos e humanos em uma única estrutura de governança e gestão. Essa diferenciação se manifesta na incorporação de uma análise integrada dos processos ambientais da terra ao oceano, superando a compartimentação entre zonas costeiras e continentais; na ampliação da compreensão sobre as relações entre os processos sociais e os corpos hídricos, reconhecendo a paisagem como expressão dessas interações e considerando também sua transformação histórica; na adoção da perspetiva do ciclo hidrossocial, que reconhece a inseparabilidade entre terra e água; e na articulação com princípios da Gestão Integrada dos Recursos Hídricos, da Gestão Costeira Integrada, da Convenção Europeia da Paisagem e da Abordagem da Paisagem Híbrida, que integram as dimensões biofísica e sociocultural em uma perspetiva unificada da paisagem, propondo, assim, uma estrutura metodológica coerente e sensível às interconexões dinâmicas entre os sistemas naturais e humanos. Além disso, a abordagem incorpora princípios de governança adaptativa e aprendizagem contínua, promovendo a construção colaborativa de cenários, o monitoramento iterativo e a gestão de incertezas e retroalimentações entre escalas e territórios. Dessa forma, a Paisagem Fonte-ao-Mar constitui uma proposta metodológica e normativa inovadora, que articula território, sociedade e água com base em uma perspetiva territorial híbrida, ancorada na paisagem e sensível às dimensões físicas, ecológicas, sociais e culturais ao longo do continuum terra–água doce–marinho. Sua estrutura metodológica, composta por quatro etapas iterativas (Compreensão, Envolvimento, Planejamento, Execução & Monitoramento), viabiliza uma governança adaptativa, participativa e multinível. A análise crítica das diretivas europeias relacionadas à governança hídrica e marinha (a Diretiva-Quadro da Água, a Diretiva Águas Subterrâneas, a Diretiva-Quadro Estratégia Marinha e a Diretiva Ordenamento do Espaço Marítimo) evidenciou tanto o alinhamento conceitual da Paisagem Fonte-ao-Mar com esses instrumentos quanto sua capacidade de identificar lacunas, sinergias e caminhos de integração ainda não contemplados pelas abordagens tradicionais. Ao propor mecanismos normativos, coordenação em múltiplas escalas e plataformas colaborativas, a abordagem demonstra sua aplicabilidade prática no contexto europeu, bem como potencial de adaptação a outros territórios. Assim, contribui para o fortalecimento da resiliência dos ecossistemas, a promoção da justiça territorial e a consolidação de um novo paradigma de governança ambiental sistêmica. Com isso, a Paisagem Fonte-ao-Mar reconstrói a relação entre terra e mar, natureza e sociedade, visão e ação. Ao fazê-lo, abre o caminho para uma estrutura inovadora de governança ambiental, baseada no pensamento sistêmico, na coesão territorial e na coerência normativa, consolidando, assim, pilares fundamentais para o alcance dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável.
A água é um elemento vital e transversal da biosfera, fluindo através de fronteiras ecológicas, territoriais e políticas. No entanto, apesar de sua natureza interconectada, a governança e a gestão dos recursos hídricos permanecem fragmentadas. Nas últimas décadas, diversas estratégias e abordagens integradoras buscaram promover maior coordenação entre sistemas e escalas, alcançando progressos significativos. Ainda assim, a degradação ambiental continua a intensificar-se, e a implementação dessas iniciativas permanece limitada por estruturas institucionais rígidas, compartimentação setorial e descontinuidades espaciais ao longo do contínuo terra–água. A abordagem Fonte-ao-Mar tem-se afirmado como uma estratégia promissora para enfrentar a fragmentação existente, promovendo a integração de fluxos, sistemas e atores ao longo de todo o continuum, desde as nascentes até o oceano. Nesse enquadramento, a presente investigação teve como objetivo avaliar se a abordagem Fonte-ao-Mar representa uma inovação substantiva ou se se limita à reformulação de princípios anteriormente consagrados em outros modelos integradores. Para isso, adotou-se uma metodologia qualitativa, analítico-dedutiva, com análise de conteúdo e uso de matrizes analíticas, estruturada em três artigos principais que forneceram: (i) um diagnóstico conceitual das abordagens Fonte-ao-Mar, Gestão Integrada de Recursos Hídricos e Gestão Costeira Integrada, o qual revelou que a abordagem Fonte-ao-Mar contribui para uma nova visão sistêmica do contínuo terra-mar, abarcando interdependências e influências ecológicas e humanas, mas carecendo de uma estrutura territorial explícita que situe a gestão da água dentro de uma unidade espacial mais ampla; (ii) a formulação teórica da abordagem Paisagem Fonte-ao-Mar, integrando conceitos baseados em paisagem com o objetivo de superar a limitação identificada; e (iii) a avaliação da aplicabilidade normativa da nova abordagem, por meio de uma análise crítica de diretivas europeias relacionadas à governança de águas doces e marinhas. A partir dessas três etapas, a pesquisa consolidou a proposta da abordagem Paisagem Fonte-ao-Mar, que se diferencia por expandir o escopo territorial, ecológico e social das abordagens anteriores, integrando de forma inovadora os processos ecológicos e humanos em uma única estrutura de governança e gestão. Essa diferenciação se manifesta na incorporação de uma análise integrada dos processos ambientais da terra ao oceano, superando a compartimentação entre zonas costeiras e continentais; na ampliação da compreensão sobre as relações entre os processos sociais e os corpos hídricos, reconhecendo a paisagem como expressão dessas interações e considerando também sua transformação histórica; na adoção da perspetiva do ciclo hidrossocial, que reconhece a inseparabilidade entre terra e água; e na articulação com princípios da Gestão Integrada dos Recursos Hídricos, da Gestão Costeira Integrada, da Convenção Europeia da Paisagem e da Abordagem da Paisagem Híbrida, que integram as dimensões biofísica e sociocultural em uma perspetiva unificada da paisagem, propondo, assim, uma estrutura metodológica coerente e sensível às interconexões dinâmicas entre os sistemas naturais e humanos. Além disso, a abordagem incorpora princípios de governança adaptativa e aprendizagem contínua, promovendo a construção colaborativa de cenários, o monitoramento iterativo e a gestão de incertezas e retroalimentações entre escalas e territórios. Dessa forma, a Paisagem Fonte-ao-Mar constitui uma proposta metodológica e normativa inovadora, que articula território, sociedade e água com base em uma perspetiva territorial híbrida, ancorada na paisagem e sensível às dimensões físicas, ecológicas, sociais e culturais ao longo do continuum terra–água doce–marinho. Sua estrutura metodológica, composta por quatro etapas iterativas (Compreensão, Envolvimento, Planejamento, Execução & Monitoramento), viabiliza uma governança adaptativa, participativa e multinível. A análise crítica das diretivas europeias relacionadas à governança hídrica e marinha (a Diretiva-Quadro da Água, a Diretiva Águas Subterrâneas, a Diretiva-Quadro Estratégia Marinha e a Diretiva Ordenamento do Espaço Marítimo) evidenciou tanto o alinhamento conceitual da Paisagem Fonte-ao-Mar com esses instrumentos quanto sua capacidade de identificar lacunas, sinergias e caminhos de integração ainda não contemplados pelas abordagens tradicionais. Ao propor mecanismos normativos, coordenação em múltiplas escalas e plataformas colaborativas, a abordagem demonstra sua aplicabilidade prática no contexto europeu, bem como potencial de adaptação a outros territórios. Assim, contribui para o fortalecimento da resiliência dos ecossistemas, a promoção da justiça territorial e a consolidação de um novo paradigma de governança ambiental sistêmica. Com isso, a Paisagem Fonte-ao-Mar reconstrói a relação entre terra e mar, natureza e sociedade, visão e ação. Ao fazê-lo, abre o caminho para uma estrutura inovadora de governança ambiental, baseada no pensamento sistêmico, na coesão territorial e na coerência normativa, consolidando, assim, pilares fundamentais para o alcance dos objetivos globais de desenvolvimento sustentável.
Descrição
Palavras-chave
Source-to-Sea Landscape Socioecological sustainability European directives Land-Water-Sea integration Hydrosocial cycle Water governance and management Freshwater and Marine Systems
