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Towards Reduction: Exploring the links between Oneness and Fashion Consumption

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Resumo(s)

In the 15 years preceding the Paris Agreement, global garment production doubled from 50 billion to a hundred billion pieces per year, despite the world population comprising only 7% of that figure. Over the following six years, consumption surged at an unprecedented rate, surpassing 75% of all resources used throughout the 20th century. Despite efforts to curb overconsumption through reuse and repair policies, these initiatives often encourage the production of more durable and life-extendable products that are still ultimately destined to landfills, if governments keep overlooking the subconscious triggers of consumerism that remain embedded and profitable in market systems. The growing environmental and psychological impact of consumerism and fashionables has prompted growing research into alternative approaches within environmental science. One such emerging perspective is oneness, a concept reclaimed from psychoanalysis and ancient mystical traditions and now gaining attention in environmental psychology. Oneness describes an ineffable reality where all existence is fundamentally one and thus underscores an important perception about the self – it transcends the individual to include everything else (i.e., others, living beings, nature, the universe), which might involve a profound sense of collective self-protection in the midst of climate emergency. This research identifies the potential of oneness as a driver of consumption reduction, unveiled by oneness’ positive correlation with pro-environmental behaviour as well as with other variables suggesting a realignment with a foundational truth or essential well-being. The aim of this research is to examine the predictive potential of oneness in fostering consumption reduction, particularly in fashion, due to its close links to impulsive buying and self-identity construction. A mixed-method approach integrates a semi-systematic literature review with a keyword search relating interconnectedness, sense of self, environment, and consumption; an implicit association test (IAT) on oneness combined with semi-structured expert interviews; and a social experiment tracking consumer behaviour at a clothing market stall. Predictive modelling in R analyses correlations between oneness IAT scores and purchasing behaviour, exploring interactions with voluntary simplicity and sustainable consumption scales. The literature review showed that all identified linkages between a deep integration of self in unity with an ‘other’ and pro-environmental consumption were found to be positive. It is also positively linked to mindful practices defined by high states of awareness. Further exploration in review revealed that environmentally responsible consumption is often driven by guilt, which can paradoxically trigger denial, suppression of political claims, and engagement in hazardous consumption patterns. The novel assessment tool on oneness, developed in this research with input from expert interviews, showed valid results in the pilot-test. The implicit association test demonstrated content validity, construct validity, criterion-related validity, and internal consistency reliability, according to the psychometric analysis it underwent. The market experiment revealed a marginal yet inconclusive negative correlation between oneness and buying behaviour, suggesting that participants with higher oneness IAT scores were slightly less likely to engage in purchases. This work discusses the measurability of oneness, future methodological refinements, and practical applications of findings, emphasizing the need to honour the radical and mystical nature of oneness in recognizing its transformative potential within inner and collective worlds.
Nos 15 anos que precederam o Acordo de Paris, a produção global de vestuário duplicou, passando de 50 mil milhões para 100 mil milhões de peças por ano, apesar da população mundial representar apenas 7% desse valor. Nos seis anos seguintes, o consumo disparou a uma escala sem precedentes, ultrapassando 75% de todos os recursos utilizados ao longo do século XX. Apesar dos esforços para conter o consumo excessivo através de políticas de reutilização e reparação, estas iniciativas incentivam a produção de artigos mais duráveis e de vida útil prolongada, que acabam inevitavelmente em aterros, caso os governos continuem a ignorar os gatilhos subconscientes do consumismo, que permanecem incorporados e rentáveis nos sistemas de mercado. O crescente impacto ambiental e psicológico do consumismo e da moda tem incentivado abordagens alternativas dentro da ciência ambiental. Uma dessas perspectivas emergentes é a unicidade (oneness), um conceito recuperado da psicanálise e de antigas tradições místicas que está a ganhar atenção na psicologia ambiental. A unicidade descreve uma realidade inefável, na qual toda a existência é fundamentalmente una, sublinhando uma perceção importante do eu – que transcende o indivíduo para incluir tudo o que existe (o outro, seres vivos, a natureza, o universo), podendo envolver um profundo ímpeto de autoproteção coletiva face à emergência climática. Esta investigação identifica o potencial da unicidade como um fator determinante na redução do consumo, evidenciado pela correlação positiva entre unicidade e comportamento pró-ambiental, bem como com variáveis que sugerem um realinhamento com uma essencialidade ou bem-estar fundamental. O objetivo desta pesquisa é examinar o potencial preditivo da unicidade em relação à redução do consumo, especialmente no setor da moda, devido à sua forte relação com compras impulsivas e a construção da identidade pessoal. A abordagem metodológica mista combina uma revisão de literatura semi-sistemática, com pesquisa de palavras- chave relacionadas com interconectividade, perceção do eu, meio ambiente e consumo; um teste de associação implícita (IAT) sobre unicidade, em conjunto com entrevistas semiestruturadas com especialistas; e uma experiência social que analisou o comportamento dos consumidores numa banca de mercado de vestuário. Modelos preditivos em R analisaram correlações entre os resultados do teste de unicidade e o comportamento de compra, explorando interações com escalas de simplicidade voluntária e de consumo sustentável. A revisão da literatura demonstrou que todas as ligações identificadas entre uma profunda integração do eu com o "outro" e o consumo pró-ambiental foram positivas. A unicidade também está positivamente associada a práticas de mindfulness, caracterizadas por elevados estados de consciência. A revisão revelou ainda que o consumo ambientalmente responsável é muitas vezes motivado pela culpa, uma emoção moral que pode paradoxalmente desencadear negação, constrangimento de reivindicações políticas e envolvimento em padrões de consumo prejudiciais. A nova ferramenta de avaliação de unicidade, desenvolvida nesta pesquisa com a contribuição de entrevistas com especialistas, teve resultados positivos no teste piloto. O teste de associação implícita apresentou validade de conteúdo, validade de construto, validade de critério e fiabilidade da consistência interna, segundo a análise psicométrica realizada. Por fim, o experimento com a venda revelou uma correlação negativa marginal, embora inconclusiva, entre unicidade e comportamento de compra, sugerindo que os participantes que pontuam mais alto no IAT são ligeiramente menos propensos a efetuar a compra. Este trabalho discute a mensurabilidade da unicidade, futuros refinamentos metodológicos e aplicações práticas dos resultados da pesquisa, enaltecendo a necessidade de respeitar a radicalidade e o caráter místico da unicidade, para assim otimizar o seu potencial transformador dos mundos interior e coletivo.

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Palavras-chave

buying decision consumerism consumption reduction fashion implicit association test (IAT) oneness

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