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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta tese pretende dar a ver o movimento do pensamento no procedimento da sua expressĂŁo.
Remete para o domĂnio da estĂ©tica filosĂłfica e tambĂ©m da literatura, aponta para os conceitos
de imanĂȘncia e expressividade, de movimento e imagem do pensamento, mas tambĂ©m para
uma ontologia assente no princĂpio de individuação em devir. O que se pretende mostrar,
laboratorialmente, Ă© o resultado de um procedimento teĂłrico-prĂĄtico que torne os seus modos
transparentes. Ou seja, mostrar o seu dispositivo funcional ao mesmo tempo que este se vai
constituindo. Esta imanĂȘncia na composição do plano expressivo Ă© efectuado em trĂȘs modos â
cristalografias, rizografias e paleografias â que, por sua vez, constituem as ontografias da
imanĂȘncia. Estes sĂŁo modos de uma leitura de respigação que, quando devĂ©m escrita, se torna
produtora de composiçÔes. São modos de uma escrita que recupera para avançar; modos de
uma expressĂŁo que Ă© movimento no futuro presente. Demarcado pelas margens da filosofia e
da literatura (Gilles Deleuze, Marcel Proust, Pessoa, Klossowski, Foucault, etc...), num curso
de estĂ©tica, este trabalho apresenta uma consistĂȘncia teĂłrico-prĂĄtica, uma vez que produz
enunciados literĂĄrios (ontografias) ao mesmo tempo que os utiliza como garantia das
afirmaçÔes do seu metadiscurso e como objecto de anålises desse mesmo discurso:
procedimento reflexivo de um movimento de pensamento que se pauta pela força torsional
topolĂłgica de uma Banda de Moebius conceptual.
Quando, no ante-tĂtulo, surgem os nomes de Marcel Proust e Gilles Deleuze e a referĂȘncia a
uma volta, pensĂĄvamos na volta que permitiu a Vasco da Gama contornar o Cabo das
Tormentas e transformå-lo no Cabo da Boa Esperança. Ora, a volta é, também, como se
suspeitaria pelos nomes inscritos, a influĂȘncia que ambos sofreram pelo cĂrculo do eterno
retorno nietzschiano. Tanto Proust como Deleuze foram leitores de Nietzsche, um como o
outro compreenderam e ensinaram-nos como pode ser vão e estéril olhar para um texto como
se fosse um fluxo de pensamento linear que não integra a selecção, o corte, a re-selecção, a
leitura, a composição da releitura, descartando de toda a escrita a sua reescrita, negando assim
a constituição da singularidade de ser expressivo â enquanto princĂpio de individuação.
Ser em devir implica, nas ontografias da imanĂȘncia, respigação no passado em cada
momento presente, composição virtual e expressão actual, afirmando a diferença
individuante integrada no plano de vida. Estes trĂȘs termos sublinhados surgem no subtĂtulo
como pontos fortes do movimento de individuação de escrita e pensamento presentes no
universo de Deleuze e Proust, produzindo, no seu conjunto, um ritornelo perverso que se
afirma nestas pĂĄginas, nĂŁo como testumunho ou anĂĄlise destes autores mas sim como
utilização dos seus conceitos e da sua produção textual.
Foram essas leituras que permitiram a apresentação do tĂtulo ontografias da imanĂȘncia como
marca de uma escrita de vida. SĂł assim foi possĂvel afirmar e teorizar sobre aquilo que se
afirma. Um desafio, portanto, de captação e afirmação da imanĂȘncia numa sĂł e mesma volta,
nĂŁo Ă deriva mas com recurso Ă s correntes, aos ventos, Ă fortuna.
Descrição
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessårios à obtenção do grau de Doutor em Filosofia,
especialização de Estética
Palavras-chave
Citação Composição Deleuze Devir Expressividade Filosofia
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de CiĂȘncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
