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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A História da Arte dá conta de que, desde a Pré-história, o Homem
revela a capacidade de fransferir dos objectos que o circundam, por
abstracção, idéias significantes que fransforma em símbolos. São referenciais
de signos que, muitas vezes, se transformam em atributos de deuses
ou de heróis. Esses signos são, por natureza, dinâmicos, adaptando-se às
circunstâncias dos lugares e dos tempos em que sobrevivem, exprimindo-
-se em continuidade.
Uma das situações em que podemos constatar esta realidade é a
representação do chamado tetramorfo. A palavra significa quatro formas
e o seu ponto de chegada significante, em duração contínua, é constituir-
-se como signo, símbolo e atiibuto dos Quatro Evangelhos, de acordo
com a interpretação que o primitivo Cristianismo fez dos quatro viventes
que rodeiam o Trono de Deus, segundo o discurso do Livro do Apocalipse:
Diante do Trono havia ainda como que um mar de vidro, semelhante
ao cristal; e no meio e em redor do Trono, quatro viventes cheios
de olhos por diante e por detrás. O primeiro era semelhante a um leão; o
segundo, a um touro; o terceiro tinha um rosto como que de homem e o
quarto era semelhante a uma águia voando
