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Publicação

Verso una politica postumana: Inumano e soggettività politica nel pensiero di Hobbes e Spinoza

datacite.subject.fosHumanidades::Filosofia, Ética e Religiãopt_PT
dc.contributor.advisorBranco, Maria João Mayer
dc.contributor.advisorCimatti, Felice
dc.contributor.authorLubrano, Vittorio
dc.date.accessioned2024-02-12T15:24:26Z
dc.date.embargo2026-11-30
dc.date.issued2023-11-30
dc.description.abstractWhat if we were to extend our conception of politics beyond the idea of the human art of govern ment? What if, from a provocative perspective, we could rid ourselves of the assumption that it fun damentally concerns human deliberation and praxis? The present research examines a longstanding dissatisfaction, manifested in the field of Postuman Studies, with the self-referentiality of the hu man, bringing it into the field of political thought. Its guiding idea is that, rather than playing an in strumental or minor role in political theory, the inhuman is essential to rethinking the limits and po tential of politics and better understanding contemporary phenomena. This investigation enquires into the fundamental role played by the inhuman in forming political subjectivity, uncovering and examining the various logics that underlie this complex and problematic relationship. In Hobbes and Spinoza we see that a specific interpretation of the role of inhuman presences not only provides a (more or less anthropocentric, more or less inclusive) model of political subjectivity but also shapes how we conceive of politics itself. Hobbes focuses on two inhuman figures – the animal and the machine – and is an exemplary interpreter of both the exclusion of inhuman beings from the po litical sphere and the desire to automatize politics. In particular, critically examining the category “person” allows us to see that, although the human subject may appear to have a monopoly on poli tics, what underlies the political is in fact a cybernetic triangulation – one in which the human emerges as a byproduct, taking its place alongside the animal qua beast and the machine qua au tomaton. By contrast, Spinoza is considered the author of a radical protest against the God–Man alliance that has contaminated the political field. Politics offers us the opportunity to do away with theological and anthropological hegemony, to locate a field of interspecies affects with unexplored potentiali ties. Viewing political subjectivity from a perspective that is neither anthropomorphic nor anthro pocentric allows us to rethink politics as political ecology. Even though it may seem to lie far be yond the modern worldview, this radicality is grounded in certain (largely undeveloped) strands of Spinoza’s philosophy, including the multitudo, the beatitudo, and his critique of legal normativity. Lying latent and inexplicit in both Hobbes and Spinoza is the idea that inhuman presences are indis pensable to identifying and understanding political subjectivity. Attending to the role of the inhu man in politics provides us with an opportunity to move beyond the ideological background against which political processes have long been theorized, towards new forms of cooperation and co-exis tence: towards a posthuman politics.pt_PT
dc.description.abstractO que aconteceria se quiséssemos estender a nossa concepção de política para além da ideia da arte humana de governar? E se, desde uma perspectiva provocatória, pudéssemos nos livrar da suposição pela qual ela supostamente concerne apenas a deliberação e a práxis humanas? A presente pesquisa analisa uma antiga insatisfação, manifestada no campo dos estudos pós-humanos, em relação à autorreferencialidade do “humano”, trazendo essa questão para o campo do pensamento político. A ideia que a norteia é a segundo a qual, antes de desempenhar um papel instrumental ou secundário na teoria política, o inumano é essencial para repensar os limites e as potencialidades da política, e para compreender melhor os fenómenos contemporâneos. Esta investigação interroga sobretudo o papel fundamental desempenhado pelo inumano na formação da subjectividade política, desvendando e examinando as várias lógicas subjacentes a essa relação complexa e problemática. Em Hobbes e Espinosa, vemos que uma interpretação específica do papel das presenças inumanas não só fornece um modelo (mais ou menos antropocêntrico, mais ou menos inclusivo) de subjectividade política, mas ajuda também a moldar a maneira como concebemos a própria política. Hobbes concentra-se em duas figuras inumanas – o animal e a máquina – e é um intérprete exemplar tanto da exclusão dos viventes não humanos da esfera política quanto do desejo de automatizar a política. Em particular, examinar criticamente a categoria “pessoa” nos permite ver como, embora o sujeito humano possa parecer ter o monopólio da política, o que está por trás do político é na verdade uma triangulação cibernética – aquela em que o humano surge como um um resíduo, que se coloca entre o animal enquanto besta, e a máquina enquanto autómato. Em contrapartida, Espinosa é considerado autor de um protesto radical contra a aliança Deus Homem que contaminou o campo político. A política oferece-nos a oportunidade de acabar com a hegemonia teológica e antropológica, para assim conseguirmos encontrar um campo de afectos inter-espécies com potencialidades inexploradas. Olhar a subjectividade política a partir de uma perspectiva que não seja nem antropomórfica nem antropocêntrica, permite repensar a política nos termos de uma ecologia política. Mesmo que pareça colocar-se muito além da moderna visão do mundo, essa radicalidade alicerça-se em determinadas vertentes (que em grande parte não foram desenvolvidas) da filosofia de Espinosa, incluindo a multidão, a beatitude e a sua crítica da normatividade jurídica. Quer em Hobbes quer em Espinosa existe uma ideia latente e não explícita segundo a qual as presenças inumanas são indispensáveis para identificar e compreender a subjectividade política. Tomar em consideração e valorizar o papel do inumano na política oferece-nos a oportunidade de superar aquele fundo ideológico sobre o qual os processos políticos foram teorizados ao longo dos anos, em direcção a novas formas de cooperação e coexistência. Em direcção a uma política pós humana.pt_PT
dc.identifier.tid101636369pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/163424
dc.language.isoitapt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/pt_PT
dc.subjectHobbespt_PT
dc.subjectSpinozapt_PT
dc.subjectPosthuman politicspt_PT
dc.subjectPolitical subjectivitypt_PT
dc.subjectInhumanpt_PT
dc.subjectPolítica pós-humanapt_PT
dc.subjectSubjectividade políticapt_PT
dc.subjectInumanopt_PT
dc.titleVerso una politica postumana: Inumano e soggettività politica nel pensiero di Hobbes e Spinozapt_PT
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsembargoedAccesspt_PT
rcaap.typedoctoralThesispt_PT
thesis.degree.nameDoutoramento em Filosofiapt_PT

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