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Autores
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Resumo(s)
RESUMO - Contexto: Dado os custos associados e a sua elevada frequência, as readmissões têm sido muito estudadas ao longo tempo. Apesar disso, existem poucos consensos quanto à sua definição e utilização. No entanto, a pressão sobre as instituições de saúde para reduzir o número de readmissões é cada vez maior, pelo que é necessário saber identificar grupos de risco de readmissão evitável de forma a concentrar os recursos disponíveis em intervenções sobre este grupo específico de doentes com características particulares que estão associadas a um maior risco de readmissão. Os doentes com fratura proximal do fémur, dado o crescente envelhecimento da população e consequente aumento da ocorrência deste tipo de fratura que resulta também num aumento do número de internamentos, constituem uma população que vale a pena estudar.
Objetivos: Analisar a incidência de readmissão, e os seus determinantes, dos doentes com fratura proximal do fémur.
Metodologia: Estudo de coorte retrospetivo, com tempo de seguimento de 30 dias, a fonte de dados corresponde à base de dados dos resumos de alta do ano de 2012 da ACSS. Foram considerados os doentes maiores de 18 anos, internados nos hospitais públicos do continente português, no ano de 2012, que sofreram, no mesmo ano, fratura proximal do fémur (ICD-9-CM: 820.X) com resolução cirúrgica. Analisou-se a influência do destino pós-alta “domicílio” versus alta associada a cuidados de saúde nas readmissões evitáveis. Posteriormente, com recurso a testes estatísticos identificaram-se fatores de risco de readmissão evitável e finalmente, recorrendo a regressão logística construiu-se um modelo de previsão do risco de readmissão.
Resultados e Conclusões: Verificou-se que 7,9% dos doentes com fratura proximal do fémur apresentaram uma readmissão não programada, das quais 33,1% foram consideradas evitáveis. Apenas 9% dos doentes têm alta associada a cuidados de saúde. As diferenças, em termos de readmissões evitáveis, entre doentes com destino pós-alta e doentes com alta associada a cuidados de saúde não são estatisticamente significativas (OR = 1,077, IC (95%) = 0,708-1,637). O Norte e Centro do País destacam-se por apresentar as maiores percentagens de readmissão evitável. Foram identificados os seguintes fatores de risco de readmissão evitável: sexo masculino; ser submetido a hemiartroplastia; ser submetido a artroplastia; apresentar internamentos anteriores ao internamento original; duração do internamento original superior a 14 dias; ter sofrido uma fratura do colo do fémur; apresentar um Índice de Comorbilidade de Charlson superior a cinco. O modelo preditor do risco de readmissão apresentou uma qualidade de ajustamento moderada (área sob a curva ROC: 66%). Estes resultados podem indicar que os atuais cuidados de saúde prestados no pós-alta não estão a ser capazes de dar resposta às necessidades de saúde de alguns doentes. A maior parte dos fatores de risco são não modificáveis, no entanto, podem constituir marcadores de fatores modificáveis para os quais se podem construir intervenções. O modelo de previsão da probabilidade de readmissão, apesar de apresentar uma qualidade de ajustamento moderada, permite identificar os doentes com maior risco de readmissão evitável dentro do grupo de doentes que sofreu uma fratura proximal do fémur. Reafirma-se a dificuldade em estimar o risco de readmissão apenas através de dados administrativos.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Especialização em Administração Hospitalar
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Escola Nacional de Saúde Pública. Universidade NOVA de Lisboa
