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Publicação

Concentração dos Media e Pluralismo: Análise da situação da imprensa portuguesa no contexto da União Europeia

dc.contributor.authorMartins, Luís Filipe Leite de Castro de Oliveira
dc.date.accessioned2014-11-11T14:34:12Z
dc.date.available2014-11-11T14:34:12Z
dc.date.issued2014-09
dc.date.submitted2014-05
dc.description.abstractO sector da comunicação social português sofreu importantes transformações nas últimas décadas, destacando-se a intensificação dos níveis de concentração, a ancoragem nas tecnologias e a maior orientação para a maximização dos lucros. Neste trabalho, são analisadas as tendências acima mencionadas, com destaque para as causas e efeitos associados à criação de grupos de Media fortemente integrados horizontalmente, verticalmente e diagonalmente. A constituição de grandes grupos empresariais no mercado português é o objecto de estudo central, mas o enquadramento económico e político europeu é um ponto de referência permanente. Os mercados de imprensa (jornais de cobertura nacional) são alvo de uma atenção especial. O estudo das políticas dos Media na União Europeia coloca em relevo a inacção da Comissão Europeia ao nível das leis anti concentração. As políticas (ou as não-políticas) supranacionais da UE contribuíram para a liberalização dos mercados dos Media europeus, abrindo as portas a importantes movimentos de concentração. Nas Indústrias dos Media, mas também no campo político, o modelo do Mercado assumiu predominância sobre o modelo do Espaço Público. Os outputs dos Media são frequentemente vistos como meros bens de consumo privados. Mas existem argumentos sólidos para considerar os conteúdos informativos como bens-de-mérito. Em Portugal, o sector dos Media revela sinais de vulnerabilidade económica. A imprensa atravessa uma grave crise, que é revelada por uma deterioração financeira acentuada, mas também por um conjunto de sinais de alarme do ponto de vista da protecção do pluralismo. Um primeiro desses sinais de alarme é a inexistência de uma legislação específica sobre concentração dos meios de comunicação social. Este tipo de legislação pode ser uma forma eficaz de articular objectivos microeconómicos com diversidade de projectos e outputs. Um segundo sinal de alarme é a integração progressiva dos principais títulos da imprensa de cobertura nacional num número reduzido de grupos, nomeadamente Cofina, Controlinveste e Impresa. Os grandes grupos presentes no segmento dos jornais têm hoje participações muito relevantes noutros mercados de Media ou Telecomunicações. Um terceiro sinal de alarme prende-se com as importantes ameaças à viabilidade económico-financeira dos jornais. A austeridade e a grave recessão económica amplificaram as dificuldades estruturais do sector.por
dc.identifier.tid101292872
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/13673
dc.language.isoporpor
dc.subjectEconomia Política da Comunicaçãopor
dc.subjectEspaço Públicopor
dc.subjectBens-deméritopor
dc.subjectPolíticas dos Mediapor
dc.subjectMercado dos Jornaispor
dc.subjectPluralismo Externopor
dc.subjectPluralismopor
dc.titleConcentração dos Media e Pluralismo: Análise da situação da imprensa portuguesa no contexto da União Europeiapor
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typedoctoralThesispor
thesis.degree.levelDoutorpor
thesis.degree.nameTese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Ciências da Comunicaçãopor

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