Publicação
Salvador da Bahia, um porto negreiro na América portuguesa (c. 1574 - c. 1822)
| dc.contributor.author | Domingues, Cândido | |
| dc.contributor.institution | CHAM - Centro de Humanidades | |
| dc.coverage.spatial | Sines | |
| dc.date.accessioned | 2019-02-14T23:10:55Z | |
| dc.date.available | 2019-02-14T23:10:55Z | |
| dc.date.issued | 2017-11 | |
| dc.description | UID/HIS/04666/2013 | |
| dc.description.abstract | A cidade de Salvador, situada na baía de Todos-os-Santos, também conhecida como Cidade de Bahia, por longos séculos foi considerada como “o porto do Brasil”. Sua posição central no Atlântico Sul, inserida em ampla e calma baía, boas fontes de água doce e alimentos, foi primordial para determinar sua importância comercial e política no Império português. Destacava-se, em seu cais, uma mercadoria especial que não passava despercebida aos olhos de quem conhecia a cidade: o comércio de pessoas escravizadas. Em toda o período colonial brasileiro, o porto de Salvador recebeu 1.172.575 escravos africanos sendo seguido pelo Rio de Janeiro com 797.924 desembarcados. Apesar de concentrar as armações das viagens negreiras desde o século XVII, Salvador recebeu navios originários de outros portos numa demonstração da grandeza de seu mercado escravista. De Portugal saíram 38 viagens neste período, uma delas do Porto e as demais de Lisboa; chegaram, também, navios da França, Holanda, Inglaterra, e mesmo de portos brasileiros como Rio de Janeiro e Recife. Todas elas compõem a cifra de 3.767 viagens negreiras que desembarcaram escravos na Bahia colonial. A escravidão urbana de Salvador era importante, no entanto, eram os engenhos de açúcar o grande destino dessa mão de obra. O Recôncavo da Bahia era responsável pela maior produção açucareira da Capitania; produzia-se também o tabaco que seria enviado a Lisboa e África, e a mandioca para o consumo das vilas e para abastecer os navios destinados à África. Além deste panorama, destaca-se, ainda, o porto negreiro de Salvador como centro de revenda de escravos para mineração aurífera em Minas Gerais, Jacobina e Rio de Contas, a produção algodoeira de Piauí e Maranhão, e mesmo para Capitanias açucareiras como Alagoas, Sergipe e Rio de Janeiro. Apesar de dispersas, é grande a variedade de fontes que dão conta do tráfico negreiro para o Brasil colonial. O cruzamento de várias dessas fontes possibilita montar o complexo mosaico que é este comércio e entendê-lo melhor. Para esta comunicação privilegio o Transatlantic slave voyages: a database, base fundamental sobre viagens negreiras no Atlântico que, uma vez confrontada com documentação qualitativa de arquivos baianos e portugueses, tais como Ordens Régias, inventários post-mortem, passaportes de escravos, banguê, correspondências oficiais, dentre outras, possibilita compreender a importância do porto de Salvador como armador de navios negreiros, consumidor de escravos e redistribuidor para outras Capitanias. | en |
| dc.description.version | publishersversion | |
| dc.description.version | published | |
| dc.format.extent | 16 | |
| dc.format.extent | 1919403 | |
| dc.identifier.isbn | 978-972-8261-19-1 | |
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| dc.identifier.uri | http://www.sines.pt/frontoffice/pages/1188 | |
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| dc.language.iso | por | |
| dc.peerreviewed | yes | |
| dc.publisher | Câmara Municipal de Sines | |
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| dc.subject | Porto de Salvador | |
| dc.subject | Tráfico atlântico | |
| dc.subject | Bahia colonial | |
| dc.subject | History | |
| dc.title | Salvador da Bahia, um porto negreiro na América portuguesa (c. 1574 - c. 1822) | pt |
| dc.title.alternative | Salvador, a Slave Trade Port in the Portuguese America (c. 1574 - c. 1822) | en |
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| degois.publication.firstPage | 165 | |
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| degois.publication.title | Sines, História e Património, o Porto e o Mar Actas | |
| degois.publication.title | Colóquio Sines, o Porto e o Mar | |
| degois.publication.volume | 1 | |
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| oaire.awardNumber | UID/HIS/04666/2013 | |
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| rcaap.rights | openAccess | |
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