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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nos textos filosóficos encontramos com certa frequência o recurso
a exemplos, paradigmas, imagens. Algumas vezes apresentam-se
como uma espécie de prova, ou como uma evidenciação do que se
vem argumentando, outras representam simplesmente um ornamento
retórico no discurso, um epílogo de um raciocínio incompleto. A
diversidade de modos de ocorrência dos paradigmas, das metáforas
apresentadas à guisa de exemplo, pode suscitar algumas questões
sobre o que estes representam ou podem vir a representar no discurso
filosófico. O paradigma não demonstra nada, mas o seu valor performativo introduz sempre algo de novo, representa uma ideia de uma
forma plástica , aberta a uma multiplicação de sentidos possíveis. Precisamente
este valor performativo imprevisível e incontrolável.
