Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
0 presente trabalho tem como objecto preciso de estudo as Ideen I de E. Husserl. 0 seu tema filosófico é, contudo, mais amplo. Trata-se de uma investigação crítica que
procura uma avaliação global do projecto fenomonológico e
transcendental de Husserl. No limite do horizonte circunscrito por essa avaliação estará ainda em discussão uma certa 'imagem' da Filosofia e da orientação do trabalho filosófico .
Assim determinado, o objecto desta Dissertação é triplo e envolve três graus diferentes de generalidade: primeiro, trata-se de um esforço detalhado o preciso, para exibir
os núcleos fundamentais do programa fenómeno lógico das Ideen
I e para ponderar acerca da sua legitimidade; segundo, trata-se de procurar pôr a claro, através do comentário as
Ideen I, se o projecto fenomenológico e transcendental globalmente
considerado é, de todo, um projecto viável; por fim,
terceiro, trata-se de fornecer alguns elementos em função
dos quais se possa ponderar se a 'imagem' da Filosofia em
conformidade com a qual as Ideen I foram elaboradas - 'imagem' que se considera ser comum às Filosofias Clássicas (i.
e. Modernas) da Consciência - pode e deve ser" a imagem a partir da qual o trabalho filosófico adquire sentido e especificidade . Naturalmente , não se desconhece que reflexões e estudos acerca de cada um destes três aspectos foram, de forma
por vezes brilhante e incontornável, já levados a cabo. Conforme o estado de espírito e as convicções dos seus autores,
as suas análises procuraram: ou explicitar os fundamentos
metaifisicos implícitos nos profectos fenómenológico de Husserl, e.g., Fink, 1966 , Landgrebe, 1968 , Morujão, 1969; ou
criticar alguma da metafísica que esse projecto tacitamente
contém, e.g., Derrida, 1967 e 1972: crítica da 'teoria da significação' e da ideia de 'presente vivo', e Granel, 1968 :
crítica da 'teoria do tempo', da 'teoria da percepção' e,
de novo, da ideia de 'presente vivo'; ou criticar alguns dos
conceitos instauradores do projecto fenomenológico, e.g.,Bohem, 1959: crítica dos conceitos de imanência o de transcendência, Fink, 1959: que salienta a importância para o
projecto fenomenológico de este conter necessariamente conceitos não explicitados tematicamente, i.e., não clarifica
dos, são eles: 'fenómeno', 'êpoché, 'constituição', 'produção' e 'lógica transcendental', bem como o problema de indefinição de Husserl face ã ' linguagem transcendental' (ob.
cit. pp. 229-230), Eley, 1962: crítica dos conceitos de A priori e de intuição eidética, e Merleau-Ponty , 1953 : crítica da ideia de intuição eidética e da distinção entre'essência' e 'facto' (contrastando estas ideias com o conceito 'reformado', não positivista de indução); ou criticar a posição filosófica de Husserl, idealista e transcendental, e.g., Ingarden, 1959 e 1975; ou contrastar criticamente» Fenomenologia Husserliana e Filosofia Analítica, Tugendh.U , 1977 e
Apol., 1973 e 1985; ou contrastar criticamente Fenomenologia
Husserliana e Heideggeriana , De Whaelhens, 1953, Tugendhat,
1967 e sobretudo, Paisana, 1987 ; ou ainda, para não me alongar em mais referências, reformar criticamente a teoria fenomenológica do noema (como sentido) e da significação, e.e.,
Fcllesdul 1969, Mohanty 1974, 1976 e 1977, Atwell, 1977,
Meintyre e Welton, 1987 e Pummett, 1981 (pp. 56-73) .
Descrição
Dissertação com vista à obtenção do grau de Doutor em Filosofia Contemporânea
Palavras-chave
Fenomenologia Filósofos alemães
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
