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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em 1660, no final de uma carta escrita em Pequim ao seu superior, o jesuíta Gabriel de Magalhães enaltecia o trabalho missionário da Companhia de Jesus in hoc prava nationis (“nesta nação perversa”). Mais do que uma mera observação pejorativa acerca da China e dos seus habitantes, a expressão denotava um juízo muito concreto e definido, por estar habitualmente reservada para designar os judeus. A frase contrasta com o tom invariavelmente elogioso com que os jesuítas – entre eles o próprio Magalhães – descreviam a opulência e abundância do reino da China, a grandeza das suas cidades ou a complexidade da sua ordem social e política. De facto, até ao século XVIII – na verdade, até à Revolução Industrial –, a Europa viveu fascinada pela magnificência das civilizações asiáticas, e da China em particular, com a sua ordem social, a complexidade das suas instituições ou o seu sistema judicial, ao mesmo tempo que alimentava o imaginário europeu de um repositório inesgotável de riquezas e produtos de luxo.
Descrição
UID/HIS/04666/2013
SFRH/BPD/77629/2011
Palavras-chave
Overseas Chinese Southeast Asia
Contexto Educativo
Citação
Editora
Centro Estudos Geográficos (CEG) | Palácio Nacional de Mafra
