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Orientador(es)
Resumo(s)
É nas épocas de crise que os pensadores, antecipadamente a outios
grupos sociais, analisam as sociedades que a sua inteligência começa a
rejeitar e, de forma corajosa, mais ou menos coerentemente, tentam encontrar
respostas alternativas para os males que afligem, directa ou
indirectamente, os cidadãos.
De forma arrojada, mas também cautelosa, imaginam o futuro,
muitas vezes apoiados nas muletas de um passado longínquo que, por
isso mesmo, por ser passado e ser longínquo, pode fornecer pistas de
reflexão sem os gravames de um exagerado apego às realidades do
quotidiano.
Num tempo em que foi preciso atribuir novos valores ao Estado e
criar fundamentos político-ideolôgicos a uma burguesia que devia
conquistar o poder, ora conservando, ora inovando sectores constitutivos
do Estado e da relação entre Estados, quando as nacionalidades se sobrepunham
aos príncipes e a soberania se aproximava das organizações
representativas das nações, eram os pensadores que partiam de uma certa
reahdade para a abstracção do futuro, apoiando-se nas vivências conhecidas
das guerras e de outias calamidades que fomentavam a instabíHdade
ou recuperando o que os clássicos haviam pensado em tempos recuados
perante idênticas questões.
Descrição
pp. 281-295
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
