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Variabilidade geográfica na mortalidade por doença cerebrovascular

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RESUMO - Enquadramento: A incidência da doença cerebrovascular (DCV) em Portugal é maior que nos restantes países da Europa ocidental, sendo responsável por cerca de 36% dos anos de vida potencial perdidos em 2009 e por cerca de 35% dos anos de vida potencial perdidos em 2008. No ano de 2010, a DCV foi a segunda causa de morte no internamento hospitalar. A análise da mortalidade e utilização hospitalar na DCV afigura-se como crucial considerando que o seu tratamento atempado em internamento é crucial para minimizar os efeitos a curto e longo prazo que pode determinar. Com este trabalho pretende-se descrever a variabilidade geográfica na mortalidade total e utilização de cuidados hospitalares; caracterizar a mortalidade geográfica em termos geográficos relativamente aos valores observados e esperados e tendo em vista o risco institucional; avaliar a efectividade dos cuidados prestados aos doentes para a doença cerebrovascular medida pelos resultados. Metodologia: A abordagem foi efectuada ao nível do concelho e procurou-se por um lado, descrever a variabilidade regional nos resultados em saúde e utilização de cuidados e, por outro, perceber a influência do desempenho dos hospitais nesse mesmo resultado, pretendendo contribuir com novas perspectivas para a melhoria da prestação de cuidados e da administração das organizações de saúde. As variáveis utilizadas reportam-se ao ano de 2010 e respeitam a duas áreas: produção (em saúde e hospitalar) e desempenho; e a duas dimensões: medição da produção e efectividade dos cuidados prestados (relação entre a taxa de mortalidade observada, a taxa de mortalidade esperada e a taxa de mortalidade esperada sem risco institucional), tendo sido selecionadas sobretudo por questões de disponibilidade de informação. As principais fontes de dados reportam-se às estatísticas de mortalidade por causas de morte do INE e a base de dados dos resumos de alta. Resultados: Apenas 29% (3340 óbitos) dos óbitos ocorridos em 2010 por DCV ocorreram em meio hospitalar. Verificou-se uma associação moderada a forte entre a taxa de mortalidade e de internamento que se traduz em maior taxa de mortalidade nos concelhos onde há maior utilização de cuidados de saúde hospitalares. A taxa de mortalidade observada demonstrou-se fracamente associada à gravidade dos doentes e fortemente associada à taxa de mortalidade esperada sem risco institucional. A taxa de mortalidade esperada com risco e sem risco institucional estão moderadamente associadas, por concelho.Efectuou-se a avaliação do desempenho na efectividade com e sem risco institucional, sendo que o z-score com risco institucional e sem risco institucional revelaram-se moderada a fortemente associadas. Os concelhos ocuparam diferentes posições no ranking, indiciando diferentes desempenhos nos concelhos consoante a perspectiva analisada. Conclusão: A mortalidade por DCV distribui-se de forma diferente nos vários concelhos de Portugal e está moderada a fortemente associada à utilização de cuidados. Os resultados indicame que os vários hospitais em Portugal contribuem com desempenhos diferentes para o tratamento dos doentes com doença cerebrovascular, havendo no entanto outras características que influenciam o desempenho por concelho, determinando diferenças regionais nos resultados de saúde.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Especialização em Administração Hospitalar

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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Fascículo

Editora

Escola Nacional de Saúde Pública. Universidade NOVA de Lisboa

Licença CC