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Publicação

Corpos colonizados

dc.contributor.authorCascais, António Fernando
dc.contributor.authorCosta, Mariana de Soveral Gomes da
dc.contributor.institutionInstituto de Comunicação da NOVA (ICNOVA)
dc.contributor.institutionDepartamento de Ciências da Comunicação (DCC)
dc.contributor.pblCommunication and Society Research Centre
dc.date.accessioned2020-05-14T23:06:37Z
dc.date.available2020-05-14T23:06:37Z
dc.date.issued2019
dc.descriptionUID/CCI/04667/2019
dc.description.abstractA fotografia dos corpos colonizados visava registar os estigmas raciais que os caraterizavam à luz da antropobiologia portuguesa decalcada da matriz norte-europeia, mas revista e adaptada à exploração colonial. O estudo concentrou-se no cálculo da inteligência no sentido de avaliar da sua assimilabilidade, na mensuração antropométrica e ergográfica com o fim do aproveitamento de mão-de-obra e na deteção de patologias que a podiam comprometer ou ser transmissíveis aos colonizadores. As populações colonizadas foram integradas como material humano no quadro geral do levantamento e exploração de recursos naturais, flora, fauna, minérios, culturas agrícolas, de tal modo que a serviçalidade dos seus corpos funcionou como mediadora da relação do colonizador com a paisagem natural dos territórios ocupados. Integral ao processo de racialização indispensável ao sucesso da empresa colonizadora, o registo fotográfico não só constituiu um documento do arquivo colonial português, como um instrumento epistemopolítico do dolo infligido pela colonização às suas vítimas históricas, desde logo como operador da construção do Outro racial exotizado que, ao definir o limiar em que o primata devém humano, traça por aí mesmo a fronteira inultrapassável pelas raças inferiores, patente nos estigmas físicos e psíquicos que indiciam a sua ancestralidade simiesca. Esta indiciologia fotográfica foi fundamental para a justificação e legitimação do “fardo do homem branco” luso, traduzido nos termos próprios da sua missão civilizadora, assumida como desígnio histórico secular que, a partir do diferendo do “mapa cor-de-rosa” e do empenhamento na Primeira Guerra Mundial, se alcandorou a pugna pela salvaguarda da identidade e da independência nacional.en
dc.description.versionpublishersversion
dc.description.versionpublished
dc.format.extent26
dc.format.extent1624664
dc.identifier.issn2184-1284
dc.identifier.otherPURE: 18158762
dc.identifier.otherPURE UUID: 2e1ba1ed-b092-461e-be72-bbe84cd4c4fd
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/97721
dc.identifier.urlhttp://vista.sopcom.pt/edicao/339
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.titleCorpos colonizadospt
dc.title.subtitleRecursos com paisagem em fundo. Uma agenda de pesquisapt
dc.typejournal article
degois.publication.firstPage101
degois.publication.issue5
degois.publication.lastPage126
degois.publication.titleVista - revista de cultura visual
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccess

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20191231_4_corpos_colonizados_recursos_com_paisagem_em_fundo._uma_agenda_de_pesquisa.pdf
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