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Trabalho como resistĂȘncia

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Resumo(s)

O presente artigo tem como objetivo analisar o processo de luta das operĂĄrias da empresa tĂȘxtil Sogantal durante o perĂ­odo revolucionĂĄrio portuguĂȘs. O papel histĂłrico das mulheres trabalhadoras apĂłs o 25 de Abril, em suas representaçÔes sociais no campo laboral, mas tambĂ©m nas condiçÔes e mudanças em suas vidas privadas – enquanto mulheres, mĂŁes, esposas, domĂ©sticas –,interessa-nos para se compreender as transmutaçÔes na vida e na condição feminina no Portugal contemporĂąneo. Ao empreender uma intensa luta pelo direito ao trabalho, as operĂĄrias da Sogantal iniciam ocupação e autogestĂŁo da fĂĄbrica jĂĄ em maio de 1974, numa dualidade entre a intensidade de manutenção desta luta e de suas vidas privadas, ainda condicionadas Ă s premissas do «lugar da mulher», herdados dos mais de 40 anos do regime repressivo e autoritĂĄrio estadonovista. Essas 48 mulheres, entre os 13 e 24 anos, tomaram a responsabilidade da autonomia operĂĄria, assumindo um carĂĄter de enfrentamento pela classe trabalhadora, com intensa troca de informaçÔes e solidariedade entre fĂĄbricas da regiĂŁo, apoios mĂștuos na venda da produção e relação direta com sindicatos e comissĂ”es de trabalhadores.

Descrição

UIDB/04209/2020 UIDP/04209/2020

Palavras-chave

Sogantal PREC Mulheres operĂĄrias

Contexto Educativo

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Editora

Instituto de HistĂłria ContemporĂąnea

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