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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A pretensa formalização lógico-gramatical da narrativa (Propp
1928; Todorov 1969; Genette 1972; Bremond 1973; Chatman 1978;
Prince 1973 e 1980), que não deixa de estar infectada de psicologismo -
terá cometido Antígona, ao enterrar o seu irmão Polineices, em obediência
à "lei não escrita" que negava a autoridade positiva do rei
Creonte, uma transgressão ou uma restituição! -, passou por alto a sua
estmtura referencial. Bremond, que lida com grupos abertos como se
estivesse a lidar com grupos fechados, fundamenta a sua tipologia narrativa
nos diferentes meios de realização de processos de mediação ou
transformação, tratando de formalizar "le réseau complet des options
logiquement offertes à un narrateur, pour continuer Thistoire commencée"
(1973: 8), conquanto tal formalização, ao depender de um grupo
aberto de variáveis livres, não possa ser devidamente estmturada.
Acresce que os processos de melhoramento ou de empioramento apontados
por Bremond não nos parecem corresponder a paradigmas estritamente
lógicos, e consequentemente abstractos, das situações narrativas.
Trata-se de paradigmas psicológicos e culturais convencionalmente
determinados e, por conseguinte, sumidos na relatividade. E difícil
encerrar as opções pragmáticas nos conjuntos fechados exigidos por
qualquer tipo de formalização lógica.
