Publicação
Infeções submicroscópicas por Plasmodium: importantes para a perpetuação da malária na Guiné-Bissau?
| datacite.subject.fos | Ciências Médicas | |
| datacite.subject.sdg | 03:Saúde de Qualidade | |
| dc.contributor.advisor | Medeiros, Márcia Melo | |
| dc.contributor.advisor | RODRIGUES, Amabelia | |
| dc.contributor.advisor | AREZ, Ana Paula | |
| dc.contributor.author | SILVA, Ronise Eneide Almeida Silva Gomes da | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-02T09:11:50Z | |
| dc.date.available | 2026-07-02T09:11:50Z | |
| dc.date.issued | 2026-03 | |
| dc.date.submitted | 2026-03 | |
| dc.description.abstract | A malária tem moldado o genoma humano há milhares de anos e continua a representar um desafio significativo para a saúde pública, sobretudo na África Subsariana. O desenvolvimento de imunidade parasitária e clínica na população das áreas endémicas propicia o aparecimento de infeções submicroscópicas e assintomáticas por Plasmodium, as quais favorecem a transmissão em regiões endémicas. Esta tese teve como objetivo geral estimar a carga das infeções submicroscópicas por P. falciparum na transmissão da malária na Guiné-Bissau. A partir da análise de um conjunto de 601 amostras de sangue seco em papel filtro, 98 oriundas de indivíduos positivos à microscopia óptica e 503 de indivíduos negativos, a frequência, distribuição étnico-geográfica e morbilidade das infeções submicroscópicas foram estimadas, assim como os fatores independentes associados a elas. Separadamente, foi avaliada a contribuição de fatores do hospedeiro e do parasita, tais como o traço falciforme e a deleções dos genes pfhrp2 e pfhrp3 no desenvolvimento de infeções submicroscópicas. Finalmente, a diversidade genética de parasitas oriundos de infeções submicroscópicas vs microscópicas e de hospedeiros com traço falciforme vs sem traço falciforme foi avaliada através da análise de regiões genómicas microssatélites. Infeções submicroscópicas por P. falciparum foram detetadas em 20.3% da amostra e em 21.4% das grávidas, ambas com microscopia negativa. Estas infeções apresentaram associação significativa com grupos étnicos. O traço falciforme foi identificado em 32.0% da amostra, maioritariamente das regiões insulares e seus grupos étnicos. Os portadores de traço falciforme até os 24 anos de idade apresentaram maior prevalência e risco de infeção microscópica por P. falciparum do que não-portadores. Portadores menores de cinco anos de idade infetados com P. falciparum apresentaram menor parasitemia e maiores níveis de hemoglobina do que não-portadores. Os resultados evidenciam a necessidade de métodos de diagnósticos mais sensíveis e estratégias direcionadas para a vigilância da malária em contextos de pré-eliminação. O papel do traço falciforme destaca-se como relevante para intervenções ao nível do hospedeiro. São necessários mais estudos sobre a frequência e relevância das deleções nos genes pfhrp2/pfhrp3 nos parasitas da Guiné-Bissau, assim como sobre a diversidade genética parasitária e estrutura populacional dos parasitas das infeções submicroscópicas. A integração de infeções submicroscópicas aos dados nacionais é crucial para reavaliar a epidemiologia da malária e orientar estratégias para interromper a transmissão residual. menores de cinco anos de idade infetados com P. falciparum apresentaram menor parasitemia e maiores níveis de hemoglobina do que não-portadores. Os resultados evidenciam a necessidade de métodos de diagnósticos mais sensíveis e estratégias direcionadas para a vigilância da malária em contextos de pré-eliminação. O papel do traço falciforme destaca-se como relevante para intervenções ao nível do hospedeiro. São necessários mais estudos sobre a frequência e relevância das deleções nos genes pfhrp2/pfhrp3 nos parasitas da Guiné-Bissau, assim como sobre a diversidade genética parasitária e estrutura populacional dos parasitas das infeções submicroscópicas. A integração de infeções submicroscópicas aos dados nacionais é crucial para reavaliar a epidemiologia da malária e orientar estratégias para interromper a transmissão residual. | por |
| dc.description.abstract | Malaria has shaped the human genome for thousands of years and continues to represent a significant challenge to public health, particularly in Sub-Saharan Africa. The development of parasite and clinical immunity in populations from endemic areas favors the emergence of submicroscopic and asymptomatic Plasmodium infections, which in turn facilitate transmission in endemic regions. The general objective of this thesis was to estimate the burden of submicroscopic P. falciparum infections in malaria transmission in Guinea-Bissau. Based on the analysis of a set of 601 dried blood spot samples on filter paper, 98 from individuals positive by optical microscopy and 503 from negative individuals, the frequency, ethno-geographic distribution, and morbidity of submicroscopic infections were estimated, as well as the independent factors associated with them. Separately, the contribution of host and parasite factors, such as the sickle cell trait and deletions of the pfhrp2 and pfhrp3 genes, to the development of submicroscopic infections was evaluated. Finally, the genetic diversity of parasites from submicroscopic versus microscopic infections, and of hosts with versus without the sickle cell trait, was assessed through the analysis of microsatellite genomic regions. Submicroscopic P. falciparum infections were detected in 20.3% of the sample and in 21.4% of pregnant women, both negative by optical microscopy. These infections showed significant association with ethnic groups. The sickle cell trait was identified in 32.0% of the sample, mostly from island regions and their ethnic groups. Carriers of the sickle cell trait up to 24 years old were more likely to present microscopic P. falciparum infection than non-carriers. Carriers under five years of age infected with P. falciparum exhibited lower parasitemia and higher hemoglobin levels compared to non-carriers. The results highlight the need for more sensitive diagnostic methods and targeted strategies for malaria surveillance in pre-elimination settings. The role of the sickle cell trait stands out as relevant for host-level interventions. Further studies are needed on the frequency and relevance of pfhrp2/pfhrp3 gene deletions in Guinea-Bissau, as well as on parasite genetic diversity and population structure in submicroscopic infections. The integration of submicroscopic infections into national data is crucial to re-evaluate malaria epidemiology and guide strategies to interrupt residual transmission. | por |
| dc.identifier.tid | 101696558 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10362/204260 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | |
| dc.subject | Doenças tropicais | |
| dc.subject | Saúde pública | |
| dc.subject | Malária | |
| dc.title | Infeções submicroscópicas por Plasmodium: importantes para a perpetuação da malária na Guiné-Bissau? | por |
| dc.type | doctoral thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Doenças Tropicais e Saúde Global |
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