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Publicação

Uns desistem, outros insistem: semelhanças e diferenças no discurso de profissionais de saúde face à obesidade

dc.contributor.authorTeixeira, Filipa
dc.contributor.authorPais-Ribeiro, José L.
dc.contributor.authorMaia, Ângela
dc.date.accessioned2020-11-09T10:23:59Z
dc.date.available2020-11-09T10:23:59Z
dc.date.issued2015-07
dc.description.abstractRESUMO - Introdução: Investigações recentes no âmbito da obesidade sugerem que as crenças, atitudes e práticas de vários profissionais de saúde, principalmente ao nível dos cuidados de saúde primários, parecem estar a influenciar negativamente o comportamento destes técnicos no tratamento desta doença, não lhe dando a devida importância e contribuindo para a manutenção das taxas de obesidade. As críticas têm apontado para a primazia de investigações quantitativas e para a ausência de estudos comparativos com diferentes grupos de profissionais de saúde. Método: Neste estudo foram realizadas entrevistas semiestruturadas a médicos de família, nutricionistas e enfermeiros, a laborar em centros de saúde dos distritos de Braga, Porto e Aveiro. As entrevistas foram transcritas e analisadas, segundo os princípios da análise temática. Resultados: Os 3 grupos apresentam crenças e atitudes negativas em relação aos obesos, que são descritos como desmotivados e passivos face ao tratamento, não aderindo na maioria das vezes, visto desvalorizarem a obesidade enquanto problema de saúde. Os médicos de família possuem baixas expectativas de sucesso, sentindo-se frustrados com a falta de adesão, o que os leva a adotar uma postura passiva e resignada face ao tratamento. Os nutricionistas e enfermeiros percecionam-se como agentes ativos, considerando-se capazes de influenciar a motivação dos obesos; acreditam no seu sucesso, mas descrevem o processo como uma luta constante. Há várias referências a problemas de comunicação entre os 3 grupos de profissionais. Discussão: Para uma maior eficácia no tratamento da obesidade torna-se peremptório alertar os profissionais de saúde para o impacto que as suas crenças poderão exercer na prática, reforçar a abordagem multidisciplinar e promover o aumento dos conhecimentos e de opções de tratamento, e a melhoria da comunicação entre os vários profissionais.pt_PT
dc.description.abstractABSTRACT - Background: Recent studies indicate that healthcare providers, especially in primary healthcare, have negative beliefs and attitudes towards obese, which are negatively affecting their practices by not taking this issue as seriously as they should and, therefore, compromising the success of obesity treatment. However, data is not conclusive and quantitative research is not being able to clarify how health professionals’ practices and roles are affected by the way they perceive obesity and obese people. Method: Semi-structured interviews about beliefs, attitudes and practices about obesity were conducted withe Portuguese general practitioners, nutritionists and nurses working in primary health care centers in the north of Portugal. Data was analyzed according to thematic analysis’ procedures. Results: The main themes indicate that all groups are concerned about the obesity pandemic and have similar negative beliefs and attitudes toward obese, who are described as being unmotivated, noncompliant and demonstrating a passive coping and a lack of understanding about the gravity of their condition. General practitioners, due to patients’ lack of compliance and success, feel frustrated, have lower expectations of efficacy and are negative about their role in the treatment, giving up in most of the cases. Nutritionists and nurses demonstrate an active role, are persistent, perceived themselves as being able to positively modify obese motivation and believe in the success of the interventions, which, however, are described as a constant struggle between them and the patients. It seems to exist communication problems between these three groups. Discussion: In order to achieve success, healthcare providers should be aware of how their beliefs and attitudes can influence their practices. Education and training concerning treatment options and communications skills should be improved as well as a bigger emphasis should be put on a multidisciplinary approach to obesity.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.citationTeixeira, Filipa; Pais-Ribeiro, José L.; Maia, Ângela - Uns desistem, outros insistem: semelhanças e diferenças no discurso de profissionais de saúde face à obesidade = Some quit, others persist: similarities and disparities of healthcare providers’ speech concerning obesity. Revista Portuguesa de Saúde Pública. ISSN 0870-9025. Vol. 33, Nº 2 (Julho/Dezembro 2015), p. 137-147pt_PT
dc.identifier.issn0870-9025
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10362/106803
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.publisherUniversidade Nova de Lisboa, Escola Nacional de Saúde Públicapt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_PT
dc.subjectObesidadept_PT
dc.subjectCrençaspt_PT
dc.subjectProfissionais de saúdept_PT
dc.subjectCuidados de saúde primáriospt_PT
dc.subjectInvestigação qualitativapt_PT
dc.subjectObesitypt_PT
dc.subjectBeliefspt_PT
dc.subjectHealthcare providerspt_PT
dc.subjectPrimary care settingpt_PT
dc.subjectQualitative studypt_PT
dc.titleUns desistem, outros insistem: semelhanças e diferenças no discurso de profissionais de saúde face à obesidadept_PT
dc.title.alternativeSome quit, others persist: similarities and disparities of healthcare providers’ speech concerning obesitypt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceLisboapt_PT
oaire.citation.endPage147pt_PT
oaire.citation.issue2pt_PT
oaire.citation.startPage137pt_PT
oaire.citation.titleRevista Portuguesa de Saúde Públicapt_PT
oaire.citation.volume33pt_PT
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT

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