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Orientador(es)
Resumo(s)
ABSTRACT - Objective: The main research question was to understand whether a pharmacy-driven
collaborative intervention in hypertension and hyperlipidemia under IT-driven pre-agreed
ICPs with local primary care in Portugal can be effective, cost-effective, and valued by
patients compared with usual (fragmented) care.
Methods: Data sources included: primary care clinical software; pharmacy dispensing
software; patient telephone surveys; and published literature. First, we reviewed the
state-of-the-art of economic evaluation of pharmacy services in Portugal. Second, we
performed an overview of systematic reviews of economic evaluations of pharmacy based public health interventions on methodological challenges and triangulated results.
Third, we designed, conducted, and assessed the effectiveness of a pragmatic quasi experimental controlled trial of collaborative management between community
pharmacies and primary care. Fourth, we experimented CEA and CUA in a “proof-of concept” study alongside this trial versus usual care. Fifth, we explored variation in
patient preferences and estimated WTA annual cost to the NHS alongside this trial, using
DCE and incorporating it into a cost-benefit analysis.
Results: We found 5 studies on the economic evaluation of pharmacy services in
Portugal until June 2016. Fourteen systematic reviews containing 75 index publications
were included in the overview. We, then, proposed a 4-step methodological approach
for the economic evaluation of pharmacy-based public health interventions. We were not
able to demonstrate effectiveness, cost-effectiveness nor cost-utility for this intervention
versus usual care. The probability for the intervention to be cost-effective at the threshold
€20,000 per QALY is below 40% and below 20% at the threshold €500 per mmHg
decrease. Intervention patients were willing to accept NHS annual cost of €877 for their
preferred scenario. The annual net benefit per patient was €788.20 and represents the
monetary value of patients’ welfare surplus for this model.
Conclusions: To our best knowledge it was the first pharmacy-based trial in Portugal
experimenting different methods of economic evaluation. The evidence and lessons
learned may assist in improving trial design and conduct, and in applying methods in
future economic evaluations of collaborative pharmacy-based public health
interventions. We also hope that we advance the standards of care and raise questions
on the role of complementary innovative payment models of primary healthcare providers
and pharmacies towards Value-Based Health Care and Patient-Centered Care.
RESUMO - Objectivo: Compreender se um modelo colaborativo de intervenção em doentes hipertensos e dislipidémicos nas Farmácias, sob protocolos de intervenção com os Cuidados de Saúde Primários (CSP) em Portugal em tecnologia informática, poderia ser efectivo, custo-efectivo e valorizado pelos doentes vs. cuidados habituais. Métodos: Fontes: software clínico dos CSP; software das Farmácias; inquéritos telefónicos aos doentes; e literatura. Primeiro, foi feita a revisão da avaliação económica das intervenções das Farmácias em Portugal. Segundo, procedeu-se à revisão sistemática das revisões sistemáticas das avaliações económicas de intervenções das Farmácias com enfoque para os métodos, com triangulação dos resultados. Terceiro, desenhámos, implementámos e avaliámos a efectividade de um ensaio pragmático controlado quasi-experimental de uma intervenção entre Farmácias e os CSP. Quarto, experimentámos análises custo-efectividade e custo-utilidade da intervenção neste ensaio vs. cuidados habituais. Quinto, explorámos a variação das preferências dos doentes e estimámos a sua disponibilidade para aceitar um custo anual para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), através de “DCE” aplicada a análise custo-benefício. Resultados: Foram obtidos 5 estudos em Portugal até Junho de 2016. Foram incluídas 14 revisões sistemáticas com 75 estudos. Foi proposta uma abordagem em 4 passos para a avaliação económica das intervenções das Farmácias. Não foi possível comprovar a efectividade, custo-efectividade nem custo-utilidade vs. cuidados habituais. A probabilidade desta intervenção ser custo-efectiva é inferior a 40% (limiar €20,000 / QALY) e inferior a 20% (limiar €500 / mmHg reduzido). Os doentes intervenção estavam disponíveis para aceitar um custo anual para o SNS de €877 para o cenário preferido. O benefício líquido anual por doente foi €788.20 (diferencial entre valorização e custos), valor monetário da criação do bem-estar social para o modelo colaborativo. Conclusões: Este parece ter sido o primeiro ensaio das Farmácias em Portugal que experimentou diversos métodos de avaliação económica. Os resultados poderão contribuir para melhorar o desenho e implementação de futuros ensaios e aplicar métodos em futuras avaliações económicas de intervenções das Farmácias em modelo colaborativo. Esperamos também contribuir para desenvolver os padrões de intervenção profissional e suscitar questões sobre o papel de modelos de pagamento inovadores e articulados dos prestadores de CSP e das Farmácias rumo aos cuidados de saúde baseados em valor e aos cuidados centrados no doente.
RESUMO - Objectivo: Compreender se um modelo colaborativo de intervenção em doentes hipertensos e dislipidémicos nas Farmácias, sob protocolos de intervenção com os Cuidados de Saúde Primários (CSP) em Portugal em tecnologia informática, poderia ser efectivo, custo-efectivo e valorizado pelos doentes vs. cuidados habituais. Métodos: Fontes: software clínico dos CSP; software das Farmácias; inquéritos telefónicos aos doentes; e literatura. Primeiro, foi feita a revisão da avaliação económica das intervenções das Farmácias em Portugal. Segundo, procedeu-se à revisão sistemática das revisões sistemáticas das avaliações económicas de intervenções das Farmácias com enfoque para os métodos, com triangulação dos resultados. Terceiro, desenhámos, implementámos e avaliámos a efectividade de um ensaio pragmático controlado quasi-experimental de uma intervenção entre Farmácias e os CSP. Quarto, experimentámos análises custo-efectividade e custo-utilidade da intervenção neste ensaio vs. cuidados habituais. Quinto, explorámos a variação das preferências dos doentes e estimámos a sua disponibilidade para aceitar um custo anual para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), através de “DCE” aplicada a análise custo-benefício. Resultados: Foram obtidos 5 estudos em Portugal até Junho de 2016. Foram incluídas 14 revisões sistemáticas com 75 estudos. Foi proposta uma abordagem em 4 passos para a avaliação económica das intervenções das Farmácias. Não foi possível comprovar a efectividade, custo-efectividade nem custo-utilidade vs. cuidados habituais. A probabilidade desta intervenção ser custo-efectiva é inferior a 40% (limiar €20,000 / QALY) e inferior a 20% (limiar €500 / mmHg reduzido). Os doentes intervenção estavam disponíveis para aceitar um custo anual para o SNS de €877 para o cenário preferido. O benefício líquido anual por doente foi €788.20 (diferencial entre valorização e custos), valor monetário da criação do bem-estar social para o modelo colaborativo. Conclusões: Este parece ter sido o primeiro ensaio das Farmácias em Portugal que experimentou diversos métodos de avaliação económica. Os resultados poderão contribuir para melhorar o desenho e implementação de futuros ensaios e aplicar métodos em futuras avaliações económicas de intervenções das Farmácias em modelo colaborativo. Esperamos também contribuir para desenvolver os padrões de intervenção profissional e suscitar questões sobre o papel de modelos de pagamento inovadores e articulados dos prestadores de CSP e das Farmácias rumo aos cuidados de saúde baseados em valor e aos cuidados centrados no doente.
Descrição
Palavras-chave
Community pharmacy primary care controlled trial cost-effectiveness cost-utility cost-benefit Farmácia Comunitária Cuidados de Saúde Primários ensaio controlado custo-efectividade custo-utilidade custo-benefício
