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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
No ano em que se assinalam 500 anos sobre a conquista de Malaca por Afonso de Albuquerque, vem a propósito uma reflexão global acerca da importância e das consequências do ato – integrado na construção de um império português na Ásia –, assim como da evolução e das estratégias de sobrevivência da cidade que se manteve em mãos portuguesas por mais de um século; um balanço dos 130 anos, em suma. Mais do que celebrar o feito militar, importa entender o seu significado, as condições em que decorreu e alguns dos seus efeitos; do mesmo modo, destacar alguns traços dominantes deste domínio singular: uma cidade portuária de primeira grandeza à escala asiática ou mundial, distante dos centros de decisão e das fontes de apoio e de recursos, que sobreviveu e prosperou graças a estratégias peculiares de adaptação e de acomodação ao meio envolvente. Nesta estratégia, desempenharam um papel fundamental os dois principais poderes, os dois eixos políticos e económicos em torno dos quais girava a sobrevivência de Malaca sob domínio português: os capitães e os casados. Ao longo do século XVI, a cidade conseguiu encontrar o seu caminho e contornar as dificuldades que se lhe deparavam, apesar do seu isolamento e de um meio envolvente frequentemente hostil. Foi só no século seguinte, com a chegada das armadas holandesas, que a cidade assistiu ao derrube dos esteios que haviam assegurado a sua sobrevivência ao longo de um século e entrou num processo de contração, vindo a capitular, finalmente, em 1641
Descrição
UID/HIS/04666/2013
SFRH/BPD/77629/2011
Palavras-chave
Malaca Capitães Casados Séculos 16 e 17 Império português Ásia
