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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Está na ordem do dia a articulação entre universidade e intervenção
social. Faz parte do espírito do tempo e não é mau que isso aconteça -
embora nem sempre tenha sido assim. Dos próprios docentes e investigadores
se espera que intervenham mais e que assumam mesmo, eventualmente,
responsabilidades govemamentais. Não indiferente a isso está o peso crescente
do espaço mediático - já não só os jomais mas também a rádio e a
televisão - como terreno de acção dos universitários. Implícita está a articulação,
potencialmente conflituosa (apesar de não necessariamente conflituosa)
entre saber e poder. Porque a intervenção mediática não se pretende apenas
uma análise (forma de intervenção também, quiçá, mas modulada e
retardada, "amaciada") mas um acto de influência de caracter político, mesmo:
pressupõe modificar o rumo de acontecimentos, decisões, acções concretas.
Como cereja no bolo, a discussão na mesa sobre a autonomia universitária
e a controversa questão do financiamento, da relação entre docência e
investigação, dos apoios (ou não) aos projectos de investigação em ciências
humanas. O docente que está por sua conta integrado numa associação cívica
pode levar a cabo um projecto sem com tal onerar a instituição a que pertence,
mantendo-se no entanto em aberto a possibilidade de, com esse projecto,
honrar a instituição da qual se orgulha de fazer parte.
