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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Durante muito tempo interroguei-me
por que razão a civilização egípcia era,
simultaneamente, tão simples e tão atraente
para as crianças.
Há anos atrás, quando ouvi Arthur
Rubinstein falar de Mozart dizendo que
ele era demasiado fácil para as crianças e
excessivamente difícil para os adultos, julguei
encontar, finalmente, a resposta para
a minha questão.
Para uma criança, em Mozart, como
no Egipto, o apelo é o da simplicida de, da
naturalidade, do se ns íve l, da "melodiosa
cor". Mas o adulto descobre-lhe s as diferentes camadas de sentido e mergulha
numa complexidade que parece desvanecer
o encanto original.
Que me perdoe Mozart a quem continuadamente
chamo para o horizonte egípcio,
mas assim como ele "acordou"
os homens e os deuses com a sua música, também os hieróglifos, os
"pequenos de senhos animados" que tocam as crianças, despertaram o
mundo e os homens do Egipto antigo.
