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Projeto de investigação
A emigração económica portuguesa na Guerra Civil de Espanha. Galiza e Astúrias 1936-1945: combatentes pela República, vítimas do Franquismo
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A emigração económica na Guerra Civil de Espanha. Astúrias e Galiza (1936-1945): combatentes pela República, vítimas do Franquismo
Publication . Oliveira, Maria José Monteiro de; Rosas, Fernando; Vega García, Rubén
A história da repressão franquista começou na noite de 17 de Julho de 1936, quando um grupo de militares sublevados iniciou um golpe de Estado que progrediu para uma guerra civil. Oficialmente, o conflito terminou em Abril de 1939. Acabaram os combates, mas abriram-se novas frentes. Cerca de um milhão de pessoas estavam presas em campos de concentração e cadeias e meio milhão tinha morrido ou desaparecido em menos de três anos. Continuavam a ser fuzilados e garroteados milhares de cidadãos condenados à morte
e outros tantos eram “sacados” das prisões e “paseados” em lugares ermos. Sobre a devastação completa do país, os rebeldes converteram o “Glorioso Movimento Nacional” num regime político ditatorial e repressivo que durou até 1975, aquando da morte do seu caudilho, Francisco Franco. O que se pretende contar nesta tese é a história dos cidadãos portugueses que foram vítimas da guerra civil e do primeiro Franquismo: emigrantes económicos, na sua maioria clandestinos, que residiam há muitos anos na Galiza e nas Astúrias e que, após o golpe de Julho de 1936, foram sujeitas a várias modalidades de uma repressão organizada, “legalizada” durante os anos da guerra civil e institucionalizada no pós-guerra. Entre estas vítimas estavam trabalhadores que se mobilizaram para lutar em defesa do Governo democraticamente eleito em Fevereiro de 1936, incorporando-se em batalhões de milicianos e nos comités de guerra e de abastecimentos, apoiando o esforço de guerra republicano em trabalhos de construção ou em fábricas de armas e munições, participando
em confiscos e detenções. Na defesa da República e na condição de vítimas da violência rebelde, os emigrados não se distinguiam dos nativos de Espanha. Entre 1936 e 1945, somente nas comunidades
estabelecidas na Galiza e nas Astúrias, cidadãos nacionais foram assassinados, julgados e condenados à morte ou a longas penas de reclusão, deportados, espoliados de bens e dinheiro, presos em campos de concentração e cadeias onde grassavam a fome e as doenças, submetidos a trabalhos forçados, repatriados, desterrados, declarados inabilitados perpétuos, obrigados a procurar exílio. A partir de uma inédita investigação em fundos arquivísticos portugueses e espanhóis, pretende-se retirar da sombra a história destes emigrantes portugueses e mostrar que eles também fazem parte da historiografia da repressão franquista.
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Fundação para a Ciência e a Tecnologia
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Número da atribuição
SFRH/BD/128808/2017
