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Projeto de investigação

Centre for Research in Anthropology

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Gentes e lobos
Publication . Fernandes, M.; Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA - NOVA FCSH)
Este capítulo apresenta histórias e vivências em torno do lobo explorando discursos, representações, práticas e seguindo um enquadramento antropológico para analisar perceções, crenças e conhecimentos. Entre os carnívoros selvagens o lobo é a espécie mais frequente na literatura portuguesa. A maioria das referências diz respeito ao conflito e aos prejuízos económicos causados pelos ataques de lobos aos animais domésticos e está relacionada com uma visão necessariamente de domínio e utilitarismo prevalente nas comunidades rurais. No entanto, diversos exemplos revelam, também, proximidade entre o lobo e os humanos e a existência de um conhecimento ecológico local sobre a espécie. Existem igualmente aspetos menos conhecidos tais como sentimentos de ambivalência, admiração, tolerância e fascínio pelo lobo bem como o reconhecimento do seu direito à existência. Os testemunhos na primeira pessoa das regiões do Barroso, de Moura Barrancos e de alguns autores da literatura, são disso exemplo. Descrevem-se práticas do passado como técnicas de proteção do gado, batidas organizadas, recompensas e o lobo como um bode expiatório das dificuldades da vida camponesa rural. O desejo humano de controlar o lobo representa a clássica conquista do selvagem. O lobo é também objeto de outras atribuições simbólicas tais como bruxaria, religião, crenças específicas e folclore e por outro lado associado à liberdade e ao interior sombrio dos humanos. Uma história original entre um lobo e um cesteiro é aqui apresentada como exemplo das várias facetas da relação humanos/lobos e que podem subsistir no futuro, não necessariamente polarizadas em extremos negativo ou positivo mas que coexistem: o animal nocivo e a nobre fera
Conhecer para Dominar
Publication . Leal, Joâo; Departamento de Antropologia (DA); Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA - NOVA FCSH); scielopt
Olhar para trás
Publication . Martins, Humberto; Costa, Catarina Alves; Departamento de Antropologia (DA); Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA - NOVA FCSH); AIM – Associação de Investigadores da Imagem em Movimento
Este dossier temático explora histórias cruzadas do cinema e da antropologia através de seis textos que procuram dar conta de como os dois campos têm sido ‘fertilizados’ com contributos dos dois lados. A história do cinema e da antropologia (visual) é uma história feita de mutualismos, nem sempre óbvios ou facilmente identificáveis. A partir de seis estudos e de seis histórias particulares, pretendemos contribuir, com este dossier, para a história da representação visual das pessoas no cinema etnográfico e na antropologia visual, explorando questões de conhecimento, narrativa e construção que posicionam o tema das imagens em movimento antropologizáveis em relação a dimensões éticas e políticas inescapáveis para autores, espectadores, representados, e estudiosos da imagem.
Revolução, Memória e Agência
Publication . Vespeira de Almeida, Sónia; Departamento de Antropologia (DA); Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA - NOVA FCSH)
A vocação etnográfica do cinema de António Campos
Publication . Costa, Catarina Alves; Departamento de Antropologia (DA); Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA - NOVA FCSH)
Partindo do trabalho documental de António Campos discute-se aqui a vocação etnográfica do seu cinema. Partindo de materiais recolhidos para as filmagens de Falamos de António Campos, filme que realizei em 2009, discuto aqui a singularidade do percurso deste realizador e, por outro lado, a forma como o seu cinema se aliou a uma certa forma de representar o país. Uma das características que atravessam a sua obra é essa ideia de um cinema que, embora muitas vezes construído em torno da ideia do passado — imaginado, construído e selecionado —, se remete para um futuro em que, enfim, será tomado como testemunho de um certo país. Starting from the documentary films of António Campos, the ethnographic vocation of his cinema is discussed here. Based on materials collected for the filming of Falamos de António Campos, a film I made in 2009, I discuss here the singularity of this director’s path and, on the other hand, how his cinema was allied to a certain way of representing the country. One of the characteristics that run through his work is this idea of a cinema that, although often built around the idea of the past — imagined, constructed, and selected —, refers to a future in which, finally, it will be taken as a testimony of a certain country

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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6817 - DCRRNI ID

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UIDB/04038/2020

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