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Projeto de investigação
NETACTIVISMO E ACÇÕES COLABORATIVAS EM REDES DIGITAIS: UM ESTUDO SOBRE AS FORMAS DE NETACTIVISMO EXERCIDAS NAS REDES SOCIAIS PORTUGUESAS
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Net-ativismo e ações colaborativas em redes sociais digitais: um estudo sobre as formas de net-ativismo exercidas nas redes sociais portuguesas
Publication . Morais, Marina Magalhães de; Miranda, José Augusto Bragança de; Di Felice, Massimo
Esta tese pretende contribuir para uma proposta investigativa sobre o habitar na época das redes sociais digitais, a partir da perspetiva que uma pesquisa sobre a qualidade das ações colaborativas pode nos apresentar. Tal escolha justifica-se não somente pelo espalhar-se no mundo de formas de protestos, conflitos e participação surgidas e veiculadas a partir dos social networks, mas pelas caraterísticas específicas dessas ações, que se apresentam não mais como desenvolvidas exclusivamente pelos ditos atores sociais. Hoje, assumem a forma de um agir reticular, integrando atores de naturezas diversas, através da colaboração de dados, dispositivos móveis de conectividade, circuitos informativos etc.
Desse modo, a investigação estrutura-se em três níveis entrecruzados, uma vez que o pesquisar sobre as redes nos leva a uma diluição das fronteiras entre teorias, métodos e análises. Primeiramente, apresentamos uma revisão de literatura em torno da crise da política na contemporaneidade – que despontava antes mesmo do surgimento da Internet, no debate sobre o fim da modernidade – no intuito de compreendermos os seus novos significados e as formas de conflitualidades emergentes na cultura das redes.
No segundo nível investigamos os significados da ação em rede através de três eixos teóricos distintos. As leituras iniciais os dimensionam nos quadros de um agir político: a primeira trata o net-ativismo como uma nova esfera pública digital, enquanto a segunda propõe um olhar crítico sobre as teorias da ação em rede – em seu sentido não somente digital – como algo restrito aos humanos, reconhecendo a participação dos não humanos nas ações e reivindicando a sua inclusão no debate sobre uma cosmopolítica. O terceiro eixo interpreta tais mobilizações como o advento de um novo tipo de ação, de uma rutura no paradigma do agir, não mais visto como essencialmente social e político, mas como um processo de transdução e transubstanciação na relação entre o homem, a natureza e a tecnologia.
Por fim, na terceira parte, propomos um recorte temporal sobe a evolução das redes sociais digitais e a transformação destas novas formas de ação. Partimos dos conceitos relacionados ao ativismo em rede e seguimos rumo à construção de um panorama que transpassa desde as experiências pioneiras, em contextos mundiais distintos, até o mapeamento das ações colaborativas mais recentes, nas redes portuguesas, ressaltando os principais marcos. Como orientação teórico-metodológica, adotamos a tríade proposta por José Bragança de Miranda, que sugere três tipos de net-ativismo desenvolvidos pelos ditos utilizadores, os de natureza técnica, política e estética, para enfim analisarmos os recortes empíricos da Geração à Rasca, do LulzSec Portugal e do Me Myself and I. A partir das experiências encontradas no
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mapeamento nacional, trabalhamos com a interpretação das formas do net-ativismo, inspirados na tipologia das dinâmicas ecológicas de interação nas redes, elaborada por Massimo Di Felice. Os casos, apresentados inicialmente segundo a predominância de seus conteúdos, passam então a ser observados quanto às formas de interação, de modo a investigarmos a aplicabilidade da combinação das tipologias e das suas respetivas categorizações, colocando-nos como desafio teórico a construção de um caminho que nos permita descrever as dimensões atópicas deste agir conectado.
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Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
Número da atribuição
SFRH/BD/91966/2012
