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Projeto de investigação

Chalcolithic pottery of the Lisbon region - Archeometric characterization of prehistoric ceramic

Autores

Publicações

Characterization of Chalcolithic Ceramics from the Lisbon Region, Portugal
Publication . Chaves, Rute Correia; Veiga, João Pedro; Soares, António Monge; DCR - Departamento de Conservação e Restauro; VICARTE - Vidro e Cerâmica para as Artes; CENIMAT-i3N - Centro de Investigação de Materiais (Lab. Associado I3N); MDPI - Multidisciplinary Digital Publishing Institute
The Chalcolithic period in the Lisbon region, Portugal, is usually divided into three phases chronologically: the Early Chalcolithic, characterized by cylindrical corrugated cups, Full Chalcolithic by so-called acacia-leaf decoration, and Late Chalcolithic by Bell Beaker pottery. The aim of this research is to determine if Chalcolithic ceramic raw materials and production techniques have remained the same over time and whether the pottery is locally produced. Regarding the Lisbon region, 149 ceramic samples from four Chalcolithic settlements (Vila Nova de São Pedro, Penedo do Lexim, Espargueira and Baútas) were evaluated concerning textural, chemical and mineralogical compositions. Textural analysis was performed using optical microscopy, chemical characterization was achieved using micro-energy dispersive X-ray fluorescence spectrometry and mineralogical characterization was undertaken using X-ray powder diffraction and petrographic microscopy as main techniques. Results suggest that production techniques may have remained similar throughout all the Chalcolithic period, with firing temperatures between 700 and 800 °C. Multivariate analysis of results from chemical and mineralogical analyses suggests that multiple sources of raw materials must have been used in the manufacture of the pottery collected at the four Chalcolithic settlements.
Cerâmica Calcolítica da Região de Lisboa: Caracterização Arqueométrica de Cerâmica Pré-Histórica
Publication . Chaves, Rute Flávia Mpiana Correia; Soares, António; Veiga, João
O principal objetivo deste estudo multidisciplinar é caracterizar a nível textural, químico e mineralógico amostras cerâmicas de quatro sítios Calcolíticos da região de Lisboa, a fim de determinar se as matérias-primas e as técnicas de produção permaneceram as mesmas ao longo do tempo e se são, ou não, produção local tentando, ao mesmo tempo, identificar as fontes da argila utilizada na fabricação dessa cerâmica. Para tal, um total de 149 fragmentos cerâmicos de Vila Nova de São Pedro, Penedo do Lexim, Espargueira e Baútas foram analisados, para além de 19 amostras de depósitos sedimentares (possíveis barreiros) recolhidos na área de influência de cada um destes sítios arqueológicos. A análise textural por microscopia ótica de secções transversais polidas permitiu a caracterização de pastas e inclusões. A caracterização química foi realizada através da micro-espectrometria de fluorescência de raios X dispersiva de energias, enquanto que a análise mineralógica se realizou através da difração de raios X, complementada por microscopia petrográfica em lâminas delgadas e microespetroscopia Raman, para a identificação de inclusões não-plásticas. Os resultados sugerem que as técnicas de produção permaneceram semelhantes ao longo de todo o Calcolítico, estando as diferenças texturais relacionadas sobretudo com as diferentes formas e funções das peças. As fases mineralógicas presentes sugerem uma temperatura de cozedura entre 700 e 800 oC, numa atmosfera muito heterogénea, mas principalmente redutora e, embora a maioria das peças não apresente inclusão propositada de têmpera, esta parece ter sido utilizada algumas vezes, sobretudo sob a forma de grãos de quartzo, calcite e chamote. A análise multivariada dos teores químicos e mineralógicos permitiu agrupar as cerâmicas em alguns conjuntos constituídos por exemplares de diversas tipologias decorativas, abarcando diversas fases cronológico-culturais. Os resultados sugerem ainda que as cerâmicas sejam de produção local e que tenham sido utilizadas múltiplas fontes de matéria-prima, designadamente argilas com origem em rochas vulcânicas da zona de influência de cada sítio arqueológico. No entanto, alguma cerâmica (de VNSP) poderá não ser local, mas sim ter sido adquirida a partir de uma rede de trocas regional ou mesmo inter-regional.

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Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

Número da atribuição

PD/BD/114409/2016

ID