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Projeto de investigação

A CASA NOBRE NA REGIÃO DEMARCADA DO DOURO

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Solares e casas nobres em Torre de Moncorvo (séculos XVII-XVIII)
Publication . Glória, Ana Celeste
O património artístico na vila de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, é muito diversificado e riquíssimo, na medida em que encontramos inúmeros testemunhos de diversas épocas e estilos. Deste universo, salientamos a arquitetura civil doméstica erudita, através de solares e casas nobres edificados ao longo de um largo período histórico, entre os séculos XVII e XVIII, e que nos dão uma ideia evolutiva da arquitetura maneirista e barroca edificada na região norte, e em particular naquela vila. Neste artigo procura-se analisar um pequeno grupo de solares e casas nobres de Torre de Moncorvo, destacando os seus principais aspetos históricos e artísticos.
A Casa Nobre na Região Demarcada do Douro no século XVIII
Publication . Glória, Ana Celeste Maia Pires; Moura, Carlos Albreto Louzeiro de
Com a criação da Companhia das Vinhas do Alto Douro, integrada na política proteccionista do ministro de D. José I (1714-1777), Sebastião de Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal (1699-1782), definiu-se em 1756 a Região Demarcada do Douro. Trata-se de uma área interior, de grande extensão, a primeira região demarcada e regulamentada do Mundo, localizada na bacia hidrográfica do rio Douro, entre Barqueiros (Mesão Frio) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), onde se intensificou a produção do vinho do Porto nas suas quintas, completamente viradas para essa produção. Foram enormes, as consequências económicas e sociais deste processo, que se reflectiu também na arquitectura, sobretudo nas habitações das famílias nobres, vivendo no território associadas a esta economia agrária e vinícola. Partindo de um corpus de 164 edifícios, esta tese pretende estudar a casa nobre da época Setecentista, numa perspectiva regional, integrando-a no conjunto dos estudos sobre a arquitectura doméstica. Distribuídas de maneira irregular por três sub-regiões, a de Baixo Corgo, a de Cima Corgo e a do Douro Superior, estas casas apresentam características próprias, que as relacionam umas com as outras e com as restantes que se construíram no País durante este período áureo do Barroco. Dividida em cinco capítulos, procura-se discutir no primeiro o conceito de casa nobre e a sua ligação àquilo que na língua portuguesa se pode definir por Solar, Casa, Quinta, Paço ou Palácio. O segundo capítulo apresenta uma definição histórica do território da Região Demarcada, procurando ao mesmo tempo, compreender as suas especificidades geográficas e climáticas, que condicionaram a actividade construtiva. No terceiro capítulo estudam-se os encomendantes responsáveis pela edificação, embora sem aprofundar a história das famílias e as suas ligações. E os mestres de obras que circulavam na Região, a par de pedreiros, canteiros, pintores, escultores e entalhadores. A sua cultura artística, o que conheciam do Barroco do norte de Portugal e das suas sugestões, alguns tratados que chegavam também às bibliotecas, são aspectos que foram considerados. Partindo da análise dos exteriores, o quarto capítulo procura caracterizar tipologias e modelos. Ocupando-se sobretudo das fachadas, com os materiais que nelas são utilizadas, estudo da sua composição e os motivos decorativos mais frequentes. O quinto e último capítulo centra-se nos ambientes domésticos e na decoração dos interiores, do piso térreo ao piso nobre, com o vestíbulo e a escadaria, além da distribuição dos espaços, da cozinha à capela anexa. Um destaque especial é dado às pinturas em perspectivas dos tectos e aos jardins. Profundamente integrada na Região e evidenciando-se com a sua presença nos aglomerados urbanos, a casa nobre do Douro, de que a Casa de Mateus em Vila Real é um dos exemplos mais conhecidos, a par da Casa do Cabo, em São João da Pesqueira, constitui um capítulo importante da história da arte e do património artístico português que aqui se procura tratar.
Novos contributos para o estudo dos artistas e artífices setecentistas do concelho de Carrazeda de Ansiães
Publication . Glória, Ana Celeste
A região norte, e em particular o distrito de Bragança, tem ganho especial interesse por parte dos historiadores e dos historiadores de arte, ex-presso na publicação de estudos que incidem sobre o seu património material e imaterial. No entanto, muito ainda se encontra por realizar no que concer-ne à divulgação de fontes documentais desse património, que nos dão pistas sobre os seus intervenientes e, em especial, sobre os seus autores. Partindo do concelho de Carrazeda de Ansiães no período setecentista, com evidente carência de estudos específicos sobre o seu património, propomo-nos, neste artigo, lançar pistas sobre os artistas e artífices que, no século XVIII, resi-diam e trabalhavam nas diversas obras deste concelho.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/86280/2012

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