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God created, according to their kinds, the sea monsters and every living creature that moves in the waters
Publication . Lopes, Paulo Esmeraldo Catarino; Instituto de Estudos Medievais (IEM); Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa
The reflection we propose to carry out here is guided by a fundamental issue: the centrality of the figure of the monster in medieval maritime imagination and the important role of the monstrous in structuring that imagination. In medieval man’s worldview, fantasy and reality, truth and the implausible had no boundaries. Everything was interconnected in a mental process resulting in the entire receiving public avidly “drinking in” information about strange and exotic things originating from places beyond the boundaries of what was known, i.e., beyond the Order and safety ensured by Christian authority. Because it is immense, unstable and above all unknown, the ocean is par excellence one of these places. And for this reason, it is also perceived as being widely inhabited by monstrous beings. Although in the late medieval period, metamorphosed by increasingly frequent experiences of the high seas and especially by a number of religious solutions which, by sacralising the ocean, enabled people to face it as well as the risk of contact with the excessive and portentous beings that inhabited it, the mental state of apprehension and fear caused by sea monsters remained until at least the last decades of modernity.
VIATOR
Publication . Lopes, Paulo Esmeraldo Catarino; Instituto de Estudos Medievais (IEM)
Muitas vezes encarada como uma época de estagnação, isolamento e ruptura, onde a imobilidade derivada da interrupção do comércio e das rotas terrestres e marítimas constituía a pedra-de-toque, a Idade Média foi, literalmente, “subestimada” por determinadas correntes de pensamento, que concebiam estes séculos como um período de garantido retrocesso, algo que simplesmente ficou no meio de duas épocas gloriosas: a Antiguidade Clássica e a Modernidade. No entanto, nos últimos anos, a historiografia tem vindo a desconstruir este preconceito, trazendo à luz através da análise crítica e multidisciplinar das fontes, uma manifesta realidade: a Idade Média, na sua extensa duração de séculos, foi uma época de ampla circulação e mobilidade protagonizadas por uma imensa sociologia de praticantes dos caminhos. Naturalmente, as dificuldades eram muitas e marcantes, em particular no que toca às condições, meios e segurança, elementos que podiam tornar as deslocações morosas. Contudo, as infraestruturas de apoio pouco desenvolvidas e a quase generalizada ausência de comodidades, nunca foram impedimento para a concretização de itinerários, de longa ou curta distância, bem como para o estabelecimento de rotas de viagem. A ter em conta, sobretudo, é que a viagem, por muito singela e quotidiana que fosse, nunca era encarada de forma trivial. Independentemente do destino ou da causa, era sempre considerada com zelo e critério, nomeadamente ao nível espiritual. A prática da viagem no mundo medievo assumiu contornos muito diversos, quer no que diz respeito às vivências e motivações – diplomacia, peregrinação, guerra, comércio, negócios religiosos, casamentos nobres, fugas à justiça, exílio, migração, busca do conhecimento, entre muitas outras razões –, quer em termos da multifacetada produção escrita dela resultante e da consequente recepção junto de um público leitor sempre ávido de notícias (veja-se o caso das viagens imaginárias e dos chamados viajantes de gabinete). Vertentes, afinal, que fazem do homem medieval, inequivocamente, um Homo Viator. Subordinada ao tema central da viagem, circulação e mobilidade na Idade Média, a presente antologia encerra, pois, um conjunto alargado de subtópicos de análise, que permitem aprofundar o conhecimento acerca da forma dinâmica e diversificada como a sociedade medieval, nas suas várias dimensões, se relacionava com a prática dos caminhos terrestres e marítimos.
Representações portuguesas inéditas das festividades carnavalescas em Roma na aurora do século XVI
Publication . Lopes, Paulo Esmeraldo Catarino; Instituto de Estudos Medievais (IEM); Editora da PUC-SP
Através do olhar perspicaz de um viajante/agente português dos alvores do século XVI, analisamos como o Carnaval romano enquanto fenómeno festivo transversal a toda a sociedade era, sobretudo, um eficaz instrumento político e de poder por parte da cúria papal.
Between Italy and Portugal
Publication . Lopes, Paulo Esmeraldo Catarino; Instituto de Estudos Medievais (IEM)
The present text intends to reflect critically on the action of a Portuguese monk whose reforming program took such a wide scale, that allowed to establish a genuine dialogue between Italy and Portugal – that is, between the Crown and the papacy, between the religious and the secular – in the Quattrocento. An action that ultimately contributed significantly to integrating Portugal into the more general framework of the reform movements that had been going through Christianity since the second half of the 15th century. The idea to be analyze is, therefore, that the contribution of Gomes Eanes – the famous Abbot of Florence – to the Reform of the Church in the Quattrocento was effectively marked by a transnational dimension, then sustained by a necessary network of solidarities and influence. The basis for our study was the carteggio (correspondence) of Gomes Eanes, a vast and rich letter collection that spans two voluminous codices: the Badia 4 (Biblioteca Nazionale Centrale di Firenze, Conventi Soppressi da ordinare) and the Ashburnham 1792 (Biblioteca Laurenziana).

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Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

DL 57/2016

Número da atribuição

DL 57/2016/CP1453/CT0015

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